Análise: Timelie pode dividir opiniões

Se o tempo mente não sei, mas pode ser tedioso

Um jogo rápido o suficiente para ser algo mobile, mas complexo em seus puzzles, Timelie pode ser definido assim. Um jogo descompromissado aos moldes de Monument Valley, com mecânicas interessantes e com uma única premissa, sobreviver.

Timelie poderá ser comprado no PC via Steam.

Timelie e sua ambientação

Você acorda, não sabendo onde está, tão pouco quem és, mas sabe que está em perigo e precisa se salvar. Ao levantar e caminhar um pouco por entre as plataformas e não encontrar ninguém, você se depara com robôs que não estão dispostos a deixar você caminhar livremente.

Agora você precisa descobrir como sair desse laboratório e descobrir quem é, e mesmo o que estava fazendo nesse local. Para isso contará com a ajuda de um “amigo” que se juntará em sua aventura.

Mecânicas

Como dito acima, o jogo tem mecânicas simples, mas que quando usadas em conjunto se tornam bem desafiadoras. O jogo em si é um puzzle de fases, e em cada fase um desafio novo ou uma mecânica nova é introduzida.

Basicamente temos um point and click onde cada mapa possui pontos, rotas e robôs. Para conseguir passar de fase é necessário chegar até uma porta que fica no fim de cada mapa. Para isso é necessário memorizar as rotas dos robôs e seus campos de visão, assim como entender quais portas são abertas por quais botões.

Como auxilio no começo do jogo que você é a apresentado a uma das coisas que mais lhe será útil durante o jogo, o controle do tempo. Isso, você será capaz de controlar o tempo para frente e para trás, garantindo assim a possibilidade de consertar seus erros assim como entender a rotina dos robôs.

Mas isso não é tudo, você ainda será capaz de consertar pontes e rotas usando o tempo, voltando esses trechos até antes delas terem sido destruídas. Além disso ainda terão itens que se coletados fixam completamente alguma estrutura e te retornam para o inicio da fase, com isso você consegue reiniciar sua fuga usando estas estruturas fixadas.

Adicionalmente ainda encontrará a ajuda de um gato, mas não ache que isso facilitará as coisas, muito pelo contrário, pois os robôs não apenas são atraídos pelo gato como se encostarem nele será o fim da fase. Portanto você terá de cuidar de 2 personagens ao mesmo tempo fugindo dos robôs e abrindo novas rotas.

Uma vantagem no jogo é que o tempo só acontece quando você permitir, usando o botão “A” e “D”, fluindo para trás e para frente respectivamente ou quando você se movimentar na fase. Portanto estude os movimentos dos robôs fluindo o tempo para frente, depois rebobine e tome suas decisões.

Conclusão

Nada em Timelie é muito claro, tudo é bastante minimalista e textos são escassos, mas se você vem dessa onda minimalista Indie, o game tem tudo a ver com você. O jogo é bonito, sua sonoplastia bem envolvente e os controles simples.

Senti falta de uma lore. Gostaria que as coisas fossem mais explicadas e talvez mais textos e introduções, mas não me atrapalhou. Encarei de forma mais casual o game e isso me ajudou a sentir a experiencia de forma mais prazerosa.

Uma coisa que me incomodou um pouco foi a repetitividade dos puzzles quando se avança no game, em algumas fases eu tava meio “nossa, de novo switch azul, roxo e amarelo, e combinação de botões”.

Mas a proposta do game é tão boa quanto a de Monument Valley como citei acima, portanto, se gosta de quebra cabeças, jogue!

Cambio, Desligo!

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Timelie, o tempo mente, eu não!

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 8
Diversão - 6
Áudio e trilha-sonora - 7
Fator replay - 4

6.4

Bom

Se Monument Valley e Galerians tivessem um filho, seria Timelie. O jogo apresenta boas mecânicas e um bom ambiente, mas peca na repetitividade dos puzzles e na falta de lore para entender o que está acontecendo.

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Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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