Análise: Prinny 1.2: Exploded and Reloaded agrada bastante

Prinny 1.2: Exploded and Reloaded revive um dos melhores personagens de Disgaea

Prinny: Can I Really Be the Hero? e Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! foram lançados há mais de 10 anos para PSP e Playstation Vita respectivamente e nunca foram jogos muito conhecidos no Brasil. Eu, curiosamente, fui conhecer o jogo somente recentemente, antes mesmo de saber que o jogo seria lançado para Nintendo Switch em uma versão remasterizada.

Para quem conhece a série Disgaea, os Prinnies são criaturas que se parecem muito com pinguins esquisitos que têm problemas de cognição e uma mania de falar “Dood” em todas as frases. Majoritariamente coadjuvantes na série, as criaturas receberam dois jogos próprios side-scrollers 2.5D há mais ou menos 10 anos, e agora estão recebendo um port para Nintendo Switch. Quer saber mais sobre o jogo? Confira abaixo a nossa análise/review de Prinny 1.2: Exploded and Reloaded.

O alívio cômico virou protagonista – Análise: Prinny 1.2: Exploded and Reloaded

Prinny 1.2: Exploded and Reloaded revive os dois primeiros jogos dos pequenos personagens desafortunados da série Disgaea. Em Prinny: Can I Really Be the Hero?, a grande mestra Etna exige a sobremesa mais incrível do mundo e resolve convocar um exército de Prinnies para completar a tarefa. Basicamente, vamos avançando entre mundos no Netherworld derrotando chefões e inimigos diversos à medida que vamos aumentando a pontuação pegando as sobremesas dos mapas.

Já em Prinny 2: Dawn of Operation Panties, nos encontramos em uma situação um quanto estranha. Um grupo chamado Phantom Thief resolve roubar a calcinha da Mestra Etna, que novamente, manda seu exército de Prinnies buscá-la. Assim como no primeiro jogo da série, devemos utilizar os ataques e combos dos Prinnies para aniquiliar os inimigos e chefões nas fases do Netherworld.

Um jogo para os habilidosos

Em termos de história, não há muito o que falar. Prinny é um jogo focado quase que exclusivamente no gameplay e no humor. Dessa forma, o jogo não tem a proposta de ser muito denso no seu enredo.

Agora, não pense que Prinny 1.2: Exploded and Reloaded é um jogo simples demais por conta disso. Os mapas começam bastante tranquilos, mas à medida que vamos avançando, o bicho começa a pegar.

Por ter um gameplay um tanto refinado, Prinny 1.2: Exploded and Reloaded exige muita habilidade para que não percamos vidas com os inimigos. A princípio eles parecem inofensivos, mas não demora muito até começarmos a ter dor de cabeça com eles. Eu, como um amante de jogos ultra difíceis, achei a dose de dificuldade bastante boa. Os chefões, em especial, também vão oferecendo um desafio gradualmente maior sem que o próximo seja absurdamente mais forte do que o anterior.

Haja paciência

Com toda essa dificuldade, o jogo praticamente te força a aprender a usar muito bem os combos e golpes do pequeno personagem de modo a transformar o gameplay em algo absurdo. Os Prinnies possuem diferentes golpes, que vão desde a espadada curta e breve até um pulo que solta uma sequência de golpes poderosos. Os comandos são responsivos, o que é primordial para um jogo de plataforma, mas com um diferencial. O pulo não pode ser ajustado.

Para quem está acostumado com jogos de plataforma que permitam corrigir a trajetória dos pulos, Prinny irá trazer frustração. Digo isto porque uma vez que o pulo é dado não há escapatória, é acertar ou errar e tentar de novo.

Humor em todas as falas

O grande ponto forte da série e, consequentemente, da análise desse port de Prinny 1.2: Exploded and Reloaded para Nintendo Switch, é o humor do jogo.

Os Prinnies são criaturas engraçadas por natureza, sempre com medo e com um jeito de falar esquisito. Dessa forma, a Nippon Ichi Software explorou muito esse quesito para trazer risadas ao longo de todo o jogo. O humor acaba sendo um tanto quanto específico para certos tipos de pessoas, mas ainda assim, diverte bastante.

Em muitos momentos me peguei dando boas risadas com situações simplesmente bobas ou completamente absurdas. Prinny 1.2: Exploded and Reloaded tem aquelas piadas despretensiosas em todas as frases e é realmente prazeroso acompanhar as falas do jogo para não perder nada. Aliás, vale a pena lembrar que a atuação da dublagem do jogo desde os originais era fantástica. A mesma foi mantida para esse port e acrescenta muito na imersão.

Jogando na TV pela primeira vez

Como não houve grandes acréscimos em termos de história, enredo, e gameplay, acaba que os gráficos e a música acabam sendo o grande carro chefe desse port. Obviamente, o Nintendo Switch traz muito mais poder do que os portáteis originais para os quais Prinny foi lançado. Por isso, a estabilidade, a resolução e taxa de quadros são as maiores e mais perceptíveis mudanças do jogo com relação às versões originais.

O jogo roda bem no Nintendo Switch e, por ter sido pensado para portáteis desde a sua concepção, não precisou de muitas adaptações para o console da Nintendo. A maior mudança, na verdade, é o fato de que pela primeira vez é possível jogar um dos jogos da série na TV diretamente, ao invés de somente na tela do console.

Os cenários 2.5D, que já era interessantes para a época em 2008/2010, acabam ganhando uma outra pegada em uma resolução maior, e vira um dos maiores motivos para fãs do jogo querem jogá-lo novamente no Nintendo Switch. É realmente muito cômodo começar a jogar o jogo no modo portátil, como ele foi concebido, e poder mudar para a tela cheia da TV. Isso sem contarmos que a música e os efeitos sonoros do jogo, que são muitos bons, parecem ter sido levemente melhorados para também aproveitar o poder do Nintendo Switch.

Conclusão – Análise: Prinny 1.2: Exploded and Reloaded

Concluindo a análise, Prinny 1.2: Exploded and Reloaded é um jogo que não se leva a sério em nenhum momento, e eu amo isso. O personagem, que servia de alívio cômico da série Disgaea, acabou tomando certo protagonismo com seus dois jogos, e agora o port, e diverte imensamente mesmo sem a presença de outros personagens da conhecida série.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Prinny 1.2: Exploded and Reloaded

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 8
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 9

8

Ótimo

Prinny 1.2: Exploded and Reloaded traz de volta um dos melhores personagens de Disgaea, com todo o seu humor e gameplay refinado.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.
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