Análise: Cyber Hook é uma experiência frenética e desafiadora!

Prepare-se para entrar em uma aventura intensa nos anos 80!

Desenvolvido pela Blazing Stick, Cyber Hook mistura velocidade com uma mecânica de teias à-la homem-aranha. Com isso, os jogadores precisam se lançar pelos cenários a fim de chegar até uma porta que encerra a fase, tudo isso no menor tempo possível. Essa premissa se alia a uma estética synthwave, criando uma experiência bastante intensa e agradável.

O que é Cyber Hook?

O jogo inicia com uma tela preta apresentando comandos de um computador antigo. Logo após acionar o comando de inicialização, somos colocados na pele de um avatar genérico e um computador falante nos introduz ao mundo digital do game. O mesmo contextualiza a “história” do jogo e nos concede algumas ferramentas.

Cyber Hook

O principal apelo de Cyber Hook se encontra na jogabilidade cheia de ação, fator replay imenso e grande variedade de níveis. Não existe uma maneira certa ou errada de abordar uma fase e não são apresentados muitos detalhes de como os jogadores devem prosseguir. Por conta disso, fica por conta dos jogadores descobrirem as melhores formas de utilizar as mecânicas, assim como conseguir as melhores performances em cada cenário.

Correndo sem rumo ao por do sol

Conforme os jogadores progridem, são desbloqueadas novas ferramentas, e apresentados obstáculos diferentes que tornam a experiência cada vez mais complexa. As fases iniciais possuem conceitos simples de se pendurar em superfícies para chegar ao outro lado. No entanto, o jogo expande a quantidade de ferramentas, permitindo aos jogadores correr nas paredes, diminuir o fluxo do tempo e utilizar uma espécie de arma atirar em cubos destrutíveis e ativar mecanismos. Ainda, são apresentadas variações de terreno que limitam os caminhos dos jogadores, fazendo-os reiniciar o nível pelo mais simples erro.

Cyber Hook

Esses detalhes tornam a experiência extremamente diversa, e conforme o jogador se habitua aos controles, o anseio por obter os melhores tempos é ainda maior. Vale ressaltar que ao concluir cada nível é apresentada uma tela com a quantidade de cristais recebidos pelo tempo de conclusão. Os jogadores recebem até 3 cristais por fase, e os mesmos são utilizados para desbloquear novos cenários. Ainda, é exibida uma tela que informa a quantidade de jogadores que enfrentaram o nível, assim como a posição em relação aos mesmos. Isso incentiva os jogadores a serem os melhores nos níveis, provocando um espírito de competição no game.

Não podemos deixar passar o quesito velocidade. Para obter os melhores tempos no jogo é necessário alcançar velocidades absurdas, e isso demanda uma habilidade avançada do jogador. Por conta disso, a conta de aprendizado pode assustar alguns jogadores que estejam buscando apenas se divertir. O jogo contém diversos níveis nos quais será necessário quebrar a cabeça para atravessar sem ser eliminado, e algumas fases chegam a frustrar por não possuírem margem para erros.

Viajando no Synthwave

Cyber Hook, como mencionado anteriormente, possui essa estética Sythwave que lembra o mundo futurista retratado pelos anos 80. Os visuais são simples com os cenários todos construídos por formatos geométricos. No entanto, visto que a estética utiliza bastante deste tipo de construção, dá pra se considerar bastante inteligente a escolha da ambientação do jogo. A trilha sonora complementa ainda mais a imersão, trazendo músicas que tornam a experiência intensa como esperado.

O jogo possui um conceito simples e bem executado provando que gráficos cheios de detalhes e uma narrativa complexa não definem a qualidade de um jogo. Com um fator replay imenso, uma jogabilidade simples, mas divertida, e uma grande quantidade de fases, o mesmo promete engajar os jogadores que curtam experiências com mais adrenalina e velocidade. Um dos únicos defeitos da experiência pode ser a dificuldade na curva de aprendizado do game, que exige maestria dos controles para alcançar os níveis mais avançados. Fora isso, a experiência é bastante intensa e divertida.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Cyber Hook

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 8
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 7.5

7.9

Bom

Cyber Hook entrega uma experiência bastante divertida e com alto fator replay. Com um visual simples e um conceito bem definido, o jogo possui uma quantidade enorme de cenários, porém sofre com uma difícil curva de aprendizado.

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Nicolas Togashi

Graduado em desenvolvimento de jogos e aficionado por essa mídia, perde mais tempo jogando do que efetivamente utilizando a graduação para alguma coisa. Ama RPGs, e se esforça para ser um bom aliado nos jogos online.
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