Análise: Disc Room – um jogo insano e desafiador

Você tem o que necessário para sair vivo dessa?

Disc Room começa no ao de 2089, onde um disco gigante apareceu na órbita de Júpiter. Você, um cientista, vai até lá e acaba ficando preso em um desafio de discos onde a chance de sair vivo é zero quase nula. Disc Room foi produzido por quatro pessoas (Terri, Dose, Kitty e JW) e foi publicado pela Devolver Digital – quem mais?

Uma Jogabilidade frenética

A jogabilidade de Disc Room é muito tranquila de entender e seus comandos são os mais simples possíveis. Vale lembrar que jogá-lo com o joystick é essencial, já que você precisa de uma movimentação 360 graus e precisa para seguir vivo nos mapas.

A cada novo cenário, discos irão começar a surgir e você deve desviar destes, ganhando o máximo de tempo que conseguir. Diferente de outros jogos do gênero, morrer é inevitável e você irá seguir mesmo falhando. Sobrevivendo por tempo o suficiente, uma nova porta se abrirá e você poderá seguir para outro desafio. Caso isso não aconteça, volte a jogar o desafio até conseguir. Aqui temos uma dinâmica de dungeon, como todo roguelike atual. Porém, aqui não precisa ter medo de voltar tudo, você poderá tentar os desafios quantas vezes forem necessárias para seguir.

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Conforme você avança, habilidades serão aprendidas, como exemplo temos a habilidade de desacelerar o tempo e uma de atravessar os discos com um dash. Cada uma delas podem ser usadas em um momento específico de apuros, a de atravessar quando você não tiver para onde correr e a do tempo para evitar que a situação anterior aconteça.

Muitas salas também terão metas para você concluir. Esses objetivos dão aos jogadores um propósito, em vez de apenas fazê-los morrer repetidas vezes atrás de um tempo que só o jogo sabe. A sala irá te desafiar a sobreviver por mais de 10 segundos ou por 20 segundos em 10 salas diferentes, por exemplo. Concluir esses objetivos ajuda a progredir nas salas e fica mais perto de desbloquear novas e importantes habilidades. 

Disc Room e seus tipos de discos

Com isso, Disc Room está sempre se tornando mais complexo. Não ache que com muitas habilidades o jogo dará uma trégua, estamos falando de um jogo extremamente difícil e hardcore. E um dos grandes motivos para que ele seja desafiador são seus vários tipos de discos. Cada disco tem um padrão de movimentação, velocidade até habilidades.

Gravar o que cada tipo de disco faz é de grande ajuda e uma enciclopédia pode ser consultada a qualquer momento para lembrá-lo de cada tipo. Mas não tem segredo, repetição e memória muscular são seus melhores amigos em Disc Room.

Chefes de Disc Room

As batalhas contra os chefes também tem seus padrões e objetivos, descobrir como isso funciona é a real graça e desafio para cada um deles, então não darei muitos detalhes. Como exemplo, falarei da batalha contra o primeiro deles. O primeiro Boss do jogo é um grande disco giratório que você precisa destruir. Esse chefe deixa cair uma substância amarela e quando você a pega, danifica o disco gigante. Como sempre, conseguir tal façanha não é tão fácil quanto parece. O disco grande irá disparar discos menores e há outros discos circulando pelo lado de fora da sala também (em quase todas as salas). É muito interessante a ideia de ter um chefe em um jogo de desafio de mobilidade. Isso traz, de fato, a sensação que os discos são seus reais inimigos e não objetos no seu caminho.

Um jogo que não é pra todo mundo mas que todos deveriam tentar

O gameplay de Disc Room é seu maior trunfo, sem sombra de dúvidas. Raciocínio e movimentos rápidos são mais que obrigatórios. Tentativa e erro são seus maiores amigos e não perca tempo chorando e culpando o universo porque um disco maldito se movimentou de maneira errada e ferrou com sua run quase perfeita.

Seus gráficos são simples em um belo pixel art que traz a sensação de fluidez e velocidade sem perder performance até em computadores mais datados. Os menus, mapas e classificação são super estilosos e sóbrios para não te fazer sair do foco do jogo.

Com isso, temos um jogo super prazeroso e que quer ser superado. Mas será que você tem o que é preciso? Disc Room não é para qualquer um! O jogo é incrivelmente difícil e se você se frustra com jogos onde é necessário morrer para aprender e seguir jogando, talvez essa não seja a melhor escolha. A decisão dos desenvolvedores de não trazer a morte permanente para o jogo foi mais que acertada. Tentar a mesma sala até conseguir superá-la é o que me fez continuar seguindo e, se eu tivesse que recomeçar do zero toda vez, não teria coragem de refazer tudo.

Disc Room já está disponível para PC (Steam) e Nintendo Switch.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Disc Room

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 9
Diversão - 8.5
Áudio e trilha-sonora - 7.5

8.3

Ótimo!

Disc Room é um jogo difícil que quer ser superado. Caso você seja desses que se alimenta de desafios de movimentação escalonados, vá sem medo. Se joga o controle na parede por morrer 15 vezes seguidas, sua princesa está em outro castelo.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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