Análise: PACER é o digno sucessor de Wipeout

Venha conferir esse jogo cheio de velocidade

Assim que encostei em PACER pela primeira vez, optei por ir direto para uma corrida rápida, sem ver tutorial, controles, nada. Só sabia que PACER era um jogo inspirado nos clássicos jogos de corrida de naves, como Wipeout e F-Zero. A primeira sensação foi exatamente jogar uma versão da nova geração desses clássicos. Só que PACER é muito mais que só uma inspiração.

O game estava em desenvolvimento pela R8 Games desde 2015, Nesta época ainda se chamava Formula Fusion e teve uma campanha de crowdfunding bem sucedida. Desde então, foi tratado como um “sucessor espiritual” de Wipeout. Uma parte da equipe de desenvolvedores, inclusive, havia trabalhado no ótimo Wipeout 3, lançado em 1999.

Já renomeado como PACER, o game ganhou uma versão em early access para o Steam ainda em 2015 e só viu sua versão final em 29 de outubro de 2020. Apesar da demora para conclusão e dos vários adiamentos, o tempo fez bem ao game, que entrou um experiência vasta e personalizável.

PACER está disponível para PS4, Xbox One e PC (via Steam). Nossa análise foi feita em uma versão de PS4 disponibilizada pela produtora.

Eu sou o Wipeout da nova geração

Tudo que os fãs de Wipeout esperam de um game do gênero está em PACER, que traz ainda mais profundidade. As corridas em alta velocidade, pistas com variações, subidas e descidas insanas recebem a companhia de um grande leque de personalizações.

Cada nave disponível possui diferenças de aceleração, velocidade final, agilidade, escudo, tipos de armas e muito mais. O que permite que os jogadores criem as mais diferentes configurações de corrida. Além, é claro, de mudanças estéticas no visual. A quantidade de itens, que são liberados conforme o jogador avança no game, é bem interessante.

Todas as naves possuem uma barra de energia e outra de escudo. Ou seja, além de se preocupar em chegar na frente, também será necessário ficar de olho nelas. Caso elas esvaziem, a explosão é certa. Embora o tempo de respawn seja razoavelmente curto. Então, cuide de sua nave e ataque os adversários. Para isso, conte com uma boa variedade de armas como canhões de longa distância, minas de proximidade, bombas que cegam e etc.

Pacer: Onde o Mario Kart encontra a Formula 1

Nas pistas, o jogador encontrará modificadores de jogo. São setas que dão boosts de velocidade e itens como as caixas de Mario Kart que recarregam suas armas e escudos. Estes, na maior parte do tempo, estarão posicionados em locais na pista onde você precisa calcular se vale a pena mudar sua trajetória para pegá-los. Isso traz mais um elemento de variedade durante as corridas.

Além disso, as naves ainda possuem um sistema KERS de recarga de bateria, igual aos carros da Formula 1 atual. Conforme o piloto frear, uma bateria vai recarregando que pode ser usada para dar outro boost de velocidade. Usá-los com sabedoria, mesclando com os próprios boosts da pista, vão fazer totalmente a diferença.

A jogabilidade de PACER é aquele clássico: simples de aprender e complicada de dominar. Existe basicamente um botão para acelerar e cada gatilho do controle serve para diminuir a velocidade e fazer a nave “dar um drift” para cada lado. Espere fazer curvas em altíssima velocidade enquanto derrapa igual aos protagonistas de Velozes e Furiosos (nos filmes, e não no jogo horroroso lançado este ano).

Um show de modos de jogo e desafios

Bem comum em games do gênero, o desafio em PACER é alto. São quatro categorias de competição presentes, com dificuldade e velocidade crescente, começando em F3000 e terminando em Elite. Este último é só para aqueles que já tiverem dominado completamente as naves, que estarão em velocidade absurda.

PACER também traz uma ótima variedade de modos de jogo, além das tradicionais corridas. Por exemplo, temos o modo Speed Lap, que vence quem faz a melhor volta única, independente de quem chegar em primeiro no final. No modo Destruction, vence quem explodir mais adversários. Elimination vai tirando da corrida o último colocado e o Endurance vai diminuindo automaticamente os escudos das naves após cada volta.

Dois modos chamam especialmente a atenção: Storm e Flowmentum. O primeiro traz o famoso modo battle royale para as corridas. Nele, uma bolha vai fechando conforme o tempo passa e o jogador pode empurrar os adversário para tirar seus escudos. O Flowmentum é para quem ama velocidade. Neste modo, a cada checkpoint a nave vai ficando mais veloz.

PACER ainda possui um modo carreira, que inclui todos os modos já citados e apresenta 10 times com diferentes histórias, rivalidades e desafios. Nada que seja excepcional, mas, com certeza, é uma adição simpática. Tudo isso ainda pode se tornar ainda mais insano no modo multiplayer, que permite que até 10 jogadores disputem todos as modalidades disponíveis.

Bom de ver e ouvir

Visualmente, PACER é bem agradável. As pistas trazem muitos efeitos de luz que, em alta velocidade, dão um charme especial. As pistas tentam trazer ambientes diferentes, todos futuristas. No entanto, alguns acabam sendo visualmente muito parecidos. Sendo o único ponto e poucas variedade do game.

Até na trilha sonora a variedade impressiona. Mesmo sendo todas baseadas em ritmos eletrônicos, a trilha possui mais de 80 músicas. Porém, elas não são muito inspiradas e acabam chamando pouca atenção durante as corridas frenéticas.

Pacer é tudo que um fã de Wipeout quer

A R8 Games nunca escondeu que queria entregar um jogo que tivesse o sentimento de um novo Wipeout para os fãs. E pode ter certeza que é o que o jogador vai encontrar em PACER. Só que a experiência, depois de tantos anos de early access, foi aprimorada. São diversos modos de jogo e personalização que, certamente, vai garantir muitas horas de jogatina.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

PACER

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 9
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 7

8

Ótimo

PACER tem tudo o que os fãs de Wipeout podem esperar. Quem busca velocidade e corridas frenéticas está no lugar certo.

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Paulo Macedo

Hoje um velho vascaíno ranzinza, ficou maravilhado pelo mundo dos videogames ainda criança, quando viu River Raid no Atari pela primeira vez em algum sábado de sol de 1990. Mais de 30 anos depois, continua com o mesmo brilho nos olhos quando segura um controle nas mãos. Segue lá no Twitter: @pmacedojunior
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