Análise: Olija – Conheça a aventura de Faraday

Bruno Degering ·

Esta é nossa análise de Olija, o novo jogo indie publicado pela Devolver Digital e desenvolvido pela Skeleton Crew Studio. Com um visual retro e uma misteriosa história, o jogo promete trazer um combate rápido para desafiar as habilidade dos jogadores.

A análise de Olija foi possível graças a um código cedido pela Devolver Digital, a qual agradecemos a oportunidade e parceria de sempre!

Olija conta a história de Faraday

Em Olija, temos a história de Faraday – um náufrago que se vê em uma terra desconhecida e misteriosa, chamada: Terraphage. Aqui, seu objetivo é reunir outros tripulantes perdidos. Juntos, tentarão deixar o país e retornar até suas terras natais.

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Para ajudar em sua aventura, Faraday acaba adquirindo um arpão lendário que irá ajudá-lo no combate e a abrir caminhos várias ilhas do local. Mas seria o arpão algo divino? Ou o contrário?

O nome do jogo, Olija, é o mesmo de uma enigmática personagem do jogo, a qual Faraday acaba esbarrando e se aproximando mesmo sem conhecimento do o que ela é e do tamanho de sua importância para as pessoas de Terraphage. Vale ressaltar que o jogo está completamente localizado para português brasileiro (PT-BR).

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O jogo é repleto de cenários simples porém bem trabalhados, não só horizontalmente mas também verticalmente. Os níveis de cada caverna e cenários do jogo podem levar a outros lugares e até a tesouros e itens escondidos. Olija conta com um visual que lembra os jogos de 16 bits que, apesar de entender a escolha, acabou não me agradando muito.

Por conta dos grandes pixels na tela, ambientes e modelagem, fica difícil as vezes ver se um inimigo está morto ou somente caído, se o que tenho no chão é uma parte do cenário quebrada ou algum coletável e etc. Até mesmo nas “cutscenes” do jogo, fica faltando ter alguma indicação de emoção para entender completamente a cena que está acontecendo. Ter dois personagens, sem rosto definido, olhando uma para o outro pode dizer tudo e nada ao mesmo tempo.

Combate e Jogabilidade de Olija

Jogando como Faraday, você deverá explorar ilhas com o barqueiro para coletar informações, chaves e outros itens por todo o mapa. Cada vez que você encontrar um novo pergaminho de mapa, o barqueiro poderá te levar até uma nova área com mais ilhas e a dinâmica se repete.

Quando em combate, você deverá usar um botão para atacar com o arpão, outro para sua arma secundária, uma esquiva, pulo e outro botão para tacar o arpão em itens e inimigos. Quando a tela estiver cheia de inimigos e em momentos de chefão, você deverá mostrar suas habilidades e pensamento rápido para terminar vitorioso. Porém, para alguém que tem costuma de jogar jogos desse estilo, nada será tão difícil assim depois que você pega o jeito.

Além do combate, cada cenário irá exigir breves desafios de puzzle e de plataforma. Isso se dá ao fato de você usar o arpão para se teletransportar para onde ele estiver fincado ou até mesmo carregá-lo com eletricidade para abrir portas e mecanismos.

Conforme você acha e liberta novos tripulantes, seu pequeno píer vai aumentando, lojas vão abrindo e oportunidades vão aumentando. Logo no inicio você irá abrir um mercador que pode aumentar sua vida usando a moeda do jogo, um cozinheiro para recuperar sua vida de graça e, o principal, o chapeleiro.

O chapeleiro será capaz de pegar insumos que você coletou pelas ilhas, além do dinheiro, e criar chapéus com habilidades diferentes. Um pode fazer você atacar mais rápido, ser imune ao ácido, criar eletricidade em combate, uma pena que ataca seus inimigos depois de uma esquiva e etc.

Sempre que você chegar a uma nova ilha, o jogo irá mandar você escolher o chapéu que quer usar para a aventura. Uma bela adição ao jogo que dá um toque de estratégia e aumenta o dinamismo conforme você evolui.

Uma boa experiência com uma bela trilha-sonora

Para fechar a análise de Olija, o indie não decepciona e entrega uma bela trilha-sonora que parece ser inspirada em lo-fi e musicas japonesas. A escolha funciona muito bem, sempre preenchendo os momentos de silêncio, combate e reflexão que o jogo traz.

As aventuras por Terraphage passarão rapidamente, graças a sua jogabilidade viciante, melhoria continua e aumento gradual – tanto da dificuldade quanto da intensidade da história. Olija parece entregar exatamente o que se propõe, entregando um gameplay sólido e uma experiência agradável para quem gosta de jogos retrô, com algo para contar e que acreditam nas escolhas da Devolver Digital para seus lançamentos.

Apesar de se sair bem em nossa análise e durante nossa jogatina, Olija poderia ousar mais, ser um pouco mais ambicioso e quem sabe até mais detalhista em sua modelagem de personagens – acredito que a história tocaria mais pessoas dessa maneira.

Olija será lançado no dia dia 28 de janeiro para PlayStation 4, Xbox One, PC e Nintendo Switch.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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