Análise: Skul The Hero Slayer é um roguelike refrescante

Não canso de apontar que o gênero roguelike virou uma febre não só entre jogadores, mas entre desenvolvedores. Com isso temos muitos títulos do tipo invadindo o mercado, seja para o bem ou para o mal. Felizmente o tímido Skul: The Hero Slayer veio para o bem trazendo até mesmo um refresco para a fórmula. Se você não ouviu falar desse game e é fã do gênero, sugiro que experimente agora. Os motivos você pode conferir abaixo nessa análise/review completa de Skul: The Hero Slayer.

Fizemos essa análise de Skul: The Hero Slayer com uma cópia cedida pela distribuidora e ela segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

JOGANDO COM OS VILÕES?

Você joga com os vilões em Skul: The Hero Slayer – é isso mesmo o que você leu. O mundo dos demônios está a beira do colapso e cabe a você, um esqueleto solitário, salvar o reino. Tudo isso aconteceu por causa de uma invasão dos humanos e seus Heróis (os vilões do jogo). Desta maneira, conforme você avança no jogo, você vai juntando peças e entendo por que os heróis invadiram. Você vê tudo isso a partir de cutscenes que não ocorrem no tempo real da narrativa, mas te ajudam a entender tudo o que acontece e aconteceu.

Os heróis são os vilões

FRESCOR

Apesar de seguir um gênero muito conhecido, Skul: The Hero Slayer oferece algo diferenciado. Isso se dá pela possibilidade de trocar de cabeça ao longo das fases. Cada cabeça que encontramos nos oferece uma nova maneira de se jogar. Isso porque não somente as habilidades mudam, mas velocidades de ataque, movimentação e dinâmica de gameplay também.

Apesar desse diferente fator de gameplay, ainda é esperado que você repita a jornada algumas vezes antes de conseguir fazer um progresso considerável. A razão é que o palácio onde você é revivido lhe dá a oportunidade de comprar com uma bruxa aliada upgrades para o seu esqueleto. Tais upgrades variam desde mais ataque e vida à velocidade de movimentação e combos.

Itens e caveiras dão dinamismo ao jogo

AVENTURANDO-SE

O gameplay é divertido e cada cabeça te oferece duas habilidades novas. Por outro lado você só pode controlar duas cabeças ao mesmo tempo: a sua e a extra. Trocar entre elas é estratégico haja vista que o botão de mudança ainda desencadeia instantaneamente uma terceira habilidade. Todas elas, inclusive, podem ser agraciadas com combos através de magias passivas adquiridas ao longo da jornada. O maior problema no gameplay, na minha opinião, é que algumas cabeças não foram bem equilibradas e você vai simplesmente deixá-las de lado com o tempo.

Leia Mais

Quanto maior o orgulho, maior a queda. Para iniciar as jornadas, existem duas opções em cada mundo. As portas representam o nível de dificuldade e a recompensa por ela. Se a entrada estiver marcada por muitos tesouros, cuidado, pois apesar da recompensa ser grande, provavelmente o desafio estará à altura. Cabe a você entender o seu momento e se aventurar pelo lado “fácil” ou difícil.

UM SUBMUNDO COLORIDO

Pixel art colorida é o que resume bem o visual de Skul: The Hero Slayer. O jogo é lindo, mas algumas vezes senti que a falta de diferença de tons entre cenário e modelos causa uma confusão danada na tela e muitas vezes é difícil de distinguir as coisas e evitar o ataque de certos inimigos. Ainda mais penoso são os inimigos de ataque à distância. Portanto, jogue com bastante atenção a sua tela e se afastar dos inimigos para recomeçar a abordagem é uma estratégia muito utilizável.

Resgatando generais de guerra

Além disso, você tem em mãos o fato de que a construção das fases é por criação procedural. Ou seja, de forma aleatória, e muitas vezes, você se vê em momentos quase impossíveis e que só resta morrer e recomeçar. Por outro lado, o sistema é muito bom no sentido de que é difícil reconhecer muitos blocos se repetindo ao longo do caminho. No final de cada fase, ou mundo, temos um chefe que é sempre desafiador e os desenvolvedores não pouparam esforços para torná-los difíceis e únicos.

AMARRANDO TUDO

Como um bom roguelike, Skul: The Hero Slayer nem sempre anda para frente, principalmente no início. Ao longo de suas dez horas de gameplay o jogo vai te frustrar, te enfurecer e te recompensar. Seu sistema um tanto quanto inovador de cabeças dá uma inovada no gênero quando tratamos de games independentes abrindo possibilidades novas.

Por fim, Skul: The Hero Slayer entrega um bom equilíbrio entre conservar os pontos clássicos do gênero e inovar para não ser mais do mesmo. Não chega a ser uma revolução, mas certamente está a frente de muitos títulos do tipo. Além de tudo está disponível em Português para não deixarmos de lado nenhuma fato importante da história e da mecânica. Recomendo a todos os fãs do gênero.

Progressão de habilidades

Skul: The Hero Slayer é um Roguelike Temperado

Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Jogabilidade - 8
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 8

7.9

Bom

O gênero roguelike virou uma febre não só entre jogadores, mas entre desenvolvedores. Com isso temos muitos títulos do tipo invadindo o mercado, seja para o bem ou para o mal. Felizmente, Skul: The Hero Slayer entrega um bom equilíbrio entre conservar os pontos clássicos do gênero e inovar para não ser mais do mesmo.

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Ricardo Carvalho

Gosto muito de escrever, desenhar, de me frustrar com política, de filosofar no barzinho, assistir filmes e defender que games são arte! Me segue no twitter que eu sigo de volta, beleza? twitter.com/perfilricardoc Beijos e boas jogatinas!
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