Análise: Sword of the Necromancer tem boa premissa, mas tropeça

Sword of the Necromancer parte de uma ideia muito boa, pois pega a clássica história da princesa e seu guarda-costas e reverte tudo. Entretanto a premissa inicial não é suficiente para sustentar o jogo inteiro. Entenda por qual razão o game não atinge seu potencial nesta análise de Sword of the Necromancer.

Fizemos essa análise de Sword of the Necromancer. com uma cópia cedida pela distribuidora e ela segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Guarda-Costas

A releitura dessa jornada quase clichê mostra a nobre Koko e sua guarda-costas Tama por quem desenvolve uma relação de amor ao longo da jornada. Essa história é o pano de fundo, o passado antes de Sword of the Necromancer de fato começar.

Análise Sword of the Necromancer Review Nota Opiniao
Tama à direita e Koko à esquerda

Através de fragmentos do passado depois de cada luta contra chefes, o jogo mostra aos poucos como que Koko quase morreu lançando Tama no desespero de reviver sua amada usando a espada do necromante, título do jogo.

Infelizmente o jogo mostra esses fragmentos por imagens estáticas ao fundo de textos brancos e sem muito dinamismo. Mesmo a atuação da dublagem não ajuda a superar um pouco a monotonia dessas cenas que ocorrem logo após animadas e difíceis batalhas contra chefes. Dessa forma, esses fragmentos acabam atuando como anticlímax e não como recompensa.

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A Cripta e a Jogabilidade

A masmorra do Necromante consiste na sua área de entrada, onde há o altar com a Koko, cinco níveis adentro e cada um deles com cerca de 10 salas e um chefe ao fim. A área do Altar é também a sua base de operações onde você conta com uma forja, baú para inventório, glossário de itens e monstros etc.

Tela de equipamento e seus quatro limitados espaços.

O jogo é um roguelike convencional com algumas opções pessoais para tornar o jogo mais focado em história ou na jogabilidade. Você consegue ajustar a morte permanente, a opção de perder itens ou não e qualquer outro fator que envolve o gênero roguelike. Isso é bom para quem não é familiarizado e/ou tem muita dificuldade com esse tipo de jogo.

A única novidade fica para o fato de que a Espada do Necromante te dá o poder de reviver monstros abatidos para lutarem ao seu lado. Dessa forma, você tem uma gama de possibilidades de batalhar os monstros dentro da cripta.

Cada criatura tem suas próprias características sendo alguns porradores, outros mais defensivos e outros apenas para te curar ou dar atributos melhores. Além disso, os monstros evoluem junto contigo para melhorar seus status, causar mais dados e tem habilidades melhores. Por outro lado, é muito difícil mantê-los vivo por muito tempo, principalmente nas batalhas contra os chefes.

A limitação

Contudo, há um problema estrutural na jogabilidade um tanto inovadora do game. A Espada é um item obrigatório e ocupa um dos quatro botões de ação do jogo e um monstro também ocupa um desses botões. Ou seja, dos quatro botões disponíveis para equiparmos itens coletados pelas incursões na cripta, apenas dois são de fato abertos para modificarmos conforme necessidade.

À esquerda, minha aranha companheira.

Os desenvolvedores estão lançando uma atualização que vai aumentar essa capacidade total para oito a cada incursão, dessa forma de fato um problema grande da jogabilidade vai ser resolvido.

Entretanto, nem tudo se resolve com isso. O combate é um tanto travado demais já que quase tudo faz com que seu personagem tenha que ficar parado e os inimigos não sofrem tanto desse mal. Há uma assimetria nas liberdades aqui que às vezes chega a ser frustrante.

Em seguida, os níveis da cripta e a repetição do gênero não dão uma sensação de frescor, mas sim de repetição pura. Soma-se a isso o fato de que quase todos os itens causam a mesma quantidade de dano e os efeitos das magias não são muito balanceados. Com tudo isso, chegar até o fim das 20h de jogo acaba sendo um desafio por si só.

Sword of the Necromancer é bom?

O jogo parte de uma premissa interessante, subvertendo uma narrativa clássica e clichêzenta para apresentar um roguelike curioso, mas que não se sustenta muito por certas limitações de gameplay bem chatinhas. Além disso, o game design é repetitivo e nem mesmo sua trilha sonora ajuda, pois também não varia muito.

Por outro lado, o game custa apenas R$ 34,99 na Steam em semana de lançamento, e a relação custo-benefício pode estar de acordo com o que é entregue. Espero que esta análise de Sword of the Necromancer ajude você a tomar essa decisão. Até a próxima.

Custo-Benefício pode ser fator positivo

Visual, ambientação e gráficos - 4.5
Jogabilidade - 5.5
Diversão - 5.5
Áudio e trilha-sonora - 4.5
História - 6

5.2

Mediano

O jogo parte de uma premissa interessante, mas que não se sustenta muito por certas limitações. Por outro lado, o game custa apenas R$ 34,99 na Steam em semana de lançamento.

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Ricardo Carvalho

Gosto muito de escrever, desenhar, de me frustrar com política, de filosofar no barzinho, assistir filmes e defender que games são arte! Me segue no twitter que eu sigo de volta, beleza? twitter.com/perfilricardoc Beijos e boas jogatinas!
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