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Análise: Heroes of Hammerwatch: Ultimate Edition

O Gauntlet roguelike edition.

Desenvolvido pela produtora Crackshell, distribuído pela Surefire.Games e com port feito pela empresa Blitworks, testamos o roguelike indie Heroes of Hammerwatch: Ultimate Edition, uma evolução do game Hammerwatch de 2013.

Realizamos esta análise no PS4 com uma cópia do jogo cedida pela produtora. O jogo está disponível para PC desde 1/03/2018, Nintendo Switch desde 30/07/2020, Xbox One desde 31/07/2020 e para PS4 desde 1/12/2020.

Mais um indie padrão pixel

Heroes of Hammerwatch: Ultimate Edition possui um visual clássico pixelizado e uma câmera com visibilidade de cima dos personagens e cenário (isométrica). Já mencionei em outros reviews o quanto gosto dessa pegada, porém, também espero que ela seja fluida e bem feita. Indo atrás de minhas exigências de performance e escolha de design, Hammerwatch peca em dois pontos: as animações são muito duras e simples e a câmera, pelo menos para o meu gosto, é muito afastada, gerando um pouco de dificuldade em enxergar alguns ataques e armadilhas.

No jogo, temos a possibilidade de “personalizar” seu personagem, mas que se baseia apenas em mudar a cor de algumas peças de roupas e tom de pele, ainda assim, sendo necessário achar itens ao longo da aventura para desbloquear as opções. Particularmente não é ruim, visto que o único detalhe que você enxerga, de fato, é a cor do seu personagem, mas não entendi a necessidade de precisar desbloquear as mesmas. É um prêmio muito pequeno para ser lidado como conquista.

“RPG” Roguelike vazio de história

Indo contra a maré do estilo, o game é bem vazio de história. Mesmo em se tratar de um game roguelike, ele é, essencialmente, um RPG, e não ter uma história mais completa e profunda, até mesmo dos personagens em si, deixou esse vazio no ar. Um exemplo de como isso é possível para esse estilo está no game Darkest Dungeon, onde o RPG e o roguelike estão presentes junto de uma história rica e completa.

Você começa o game escolhendo uma das 5 classes disponíveis inicialmente: Paladino, Ranger, Sorcerer, Warlock e Witch Hunter, e ainda possui mais 4 classes a serem desbloqueadas: Thief, Priest, Wizard e Gladiator. Sua aventura começa em The Outlook, uma cidade mineradora situada abaixo da Forsaken Tower e que espera, com a ajuda da sua guilda, retornar aos seus tempos de glória.  Seu objetivo é chegar ao topo dessa torre e, para isso, terá que ajudar a cidade a evoluir coletando minérios e dinheiro nas minas próximas. E é isso, sem mais desenvolvimentos ou interações profundas.

Gameplay digno de um bom roguelike

Apesar do vazio que a história deixa para o elemento RPG do game, seu roguelike, por outro lado, é agradável e fluido, dando ênfase na dificuldade dos inimigos e armadilhas. Admito ter dificuldades em me prender por esse excesso de dificuldade, porém a de Hammerwatch conseguiu me cativar de forma significante.

Seu gameplay se assemelha muito com o clássico Gauntlet, tendo um controle relativamente simples: Analógicos para mover e mirar, gatilhos para ataques e skills e botões para abrir menus, inventários e interagir com NPCs e objetos do mundo.

O principal ponto de evolução, além do nível do seu personagem, é o desenvolvimento da cidade. Ao coletar recursos você pode construir e evoluir novas construções, disponibilizando, assim, mais itens e upgrades que vão “facilitando” um pouco os seus runs.

A variedade de skills de cada classe é relativamente pequena, mas que, para o método aplicado ao jogo, funcionou muito bem. Até o momento de escrever essa análise, não consegui definir qual delas me agradou mais. Gostei muito de quando desbloqueei o Priest e, embora ele seja um suporte que funcionaria melhor no multiplayer, me diverti solando alguns andares das dungeons com ele.

Os chefes também são interessantes, precisando entender sua dinâmica para poder bater de frente. Cada classe se sobressai contra eles de alguma forma, por exemplo, com o Priest morria com 2-3 hits, enquanto o guerreiro segurou mais de 10. Isso tornou o lado RPG do game MUITO maneiro mesmo! Infelizmente não consegui achar uma partida para experimentar o cooperativo, mas imagino que com essa dinâmica de classes, deva fluir absurdamente bem.

Áudio que agrada

O jogo possui músicas baseadas no cenário que você se encontra: uma mais animada de ação nos dungeons e outra mais suave nas cidades, que muda, também, de acordo com o ambiente em que você está. Elas se encaixam muito bem com o tema pixel que o game tem e, embora não variem muito, não são, nem de perto, enjoativas.

Seus efeitos sonoros também seguem o mesmo padrão, sendo muito agradável juntar uma horda de inimigos, jogar um lightning na fuça deles e ouvir o som de vários explodindo ao mesmo tempo.

Roguelike padrão que tem seu charme e suas individualidades

Heroes of Hammerwatch: Ultimate Edition é um daqueles jogos que você não dá muito crédito até ter experimentado. Embora falte um certo refinamento e atenção aos detalhes, ele não deixa de agradar nos pontos certos. Seu visual simplista poderia ser mais trabalhado, mas não chega a ser desagradável, assim como seu gameplay particular que não foge muito do padrão, mas não deixa de trazer boas novidades.

Infelizmente a história… deixa para lá, melhor focar na ação, evolução e sobrevivência que são, de longe, os pontos fortes do jogo.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Heroes of Hammerwatch: Ultimate Edition

Visual, ambientação e gráficos - 5
Jogabilidade - 8
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 7

7

Bom

Heroes of Hammerwatch: Ultimate Edition é um daqueles jogos que você não dá muito crédito até ter experimentado. Embora falte um certo refinamento e atenção aos detalhes, ele não deixa de agradar nos pontos certos.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.

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