Análise: Immortals Fenyx Rising – Os Deuses Perdidos

Se o jogo base era BotW, esse é o "Link's Awakening' da Ubisoft?

Finalmente chegamos na última DLC do passe de temporada de Immortals Fenyx Rising, chamada: Os Deuses Perdidos. A partir daqui você já deve saber nossa opinião geral sobre o jogo (deixareis uns links abaixo), mas hoje vamos falar da expansão mais diferentona do jogo. Confira nossa análise!

Valido dizer que essa matéria foi possível graças a um código enviado pela Ubisoft, a qual agradecemos a parceria e confiança de sempre.

Onde estamos em Os Deuses Perdidos?

Imortais Fenyx Rising: Os Deuses Perdidos é ambientado logo após o fim da primeira expansão, Um Novo Deus. Fenyx finalmente tomou seu lugar entre os deuses do Olympo, mas isso não resolveu todos os problemas. Deuses como Hades, Poseidon e Demeter não têm intenção de voltar ao Olympo por conta de rixas Zeus, e agora cabe a Fenyx unir Panteão novamente. Como ela não pode sair do Olympo, Fenyx teve que nomear um novo campeão para ajudá-la com essa missão. E aí que entra Ash, uma mortal que aceita prontamente ajudar Fenyx a trazer os deuses perdidos de volta!

Não espere nada profundo ou qualquer reviravolta surpreendente: a história vai exatamente onde você imagina, temos de fato mais uma fatia do jogo principal.

Mesmo com a escrita, alguns personagens e história familiares, Os Deuses Perdidos conseguem trazer um frescor, isso graças à nova perspectiva isométrica (câmera de cima pra baixo). Essa mudança não é apenas estética, pois influencia a experiência em sua totalidade, isso ajuda a tornar a experiência diferente do vimos até aqui. Vale pontuar que no jogo temos uma quantidade reduzida de cutscenes e a presença de caixas de conversa, levando a percepção para um jogo mais antigo de RPG.

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Novidades e mudanças na jogabilidade

Na expansão, os jogadores jogarão como Ash enquanto ela explora as novas ilhas, luta contra os conhecidos soldados e criaturas da franquia, temos os desafios de volta, resolve quebra-cabeças, reúne itens e todas essa coisas que lembram muito o jogo base. Porém, aqui temos um combate mais rápido, graças a mudança de câmera e a nova abordagem dos inimigos.

Ash começa fraco (diferente de Ku em Mitos do Oriente), mas ao longo da aventura, ela aprenderá todas as mesmas habilidades que conhecemos do jogo base. Embora sejam os mesmos poderes vistos antes, o fato de que eles são desbloqueados lentamente durante a aventura força o jogador a masterizar as habilidades e como usá-las corretamente. Os padrão de inimigos do jogo principal voltam em Os Deus Perdidos, mas todos eles apresentam alguns novos padrões de ataque que melhoram um pouco a experiência. Essa mudança dos inimigos para um comportamento mais agressivo também é puxada pela mudança de câmera. Tendo uma visão maior do campo de batalha, os inimigos não ficam mais esperando seu momento, nem evitam te atacar pelas costas. Os Deus Perdidos trás um combate de Action RPG isométrico, uma mudança que também aconteceu na série Darksiders, em Genesis.

Altar e Progressão

Uma das maiores diferenças na passada dessa DLC é a presença dos altares. Para chegar a certas áreas, você terá que usar certas habilidades (desbloqueadas com a evolução do jogo), ou precisará apresentar aos Deuses uma oferenda adequada nos Altares. Essas oferendas são itens, frutas e minérios que podem ser encontrados pelo mapa, ou que podem ser obtidos completando missões laterais ou até mesmo derrotando certos inimigos em batalha.

Com os inimigos sendo mais agressivos e com a necessidade de usar suas habilidades de maneira constante, jogadores irão se engajar rapidamente ao novo sistema de progressão que, além de melhorar sua defesa e ataque, permite personalizar todas as habilidades com modificações. Este novo sistema exige que os jogadores encantem habilidades com diferentes essências que desbloqueiam propriedades adicionais como a capacidade de usar a habilidade no ar, danos adicionais, parry melhorado, ou que aumentam a saúde e a resistência.

Essa dinâmica, aliada a alguns ajustes no sistema de equipamentos, são ótimas novidades, que abrem algumas possibilidades de personalização bem interessantes. O fato de que só é possível fazer tais mudanças em um altar contribui para tornar o combate um pouco mais desafiador do que o esperado, já que mudanças no meio do combate não poderão ser feitas.

Além disso, com a dinâmica dos altares, também veio a necessidade de salvar o jogo. Você deverá pagar uma quantidade de frutos para se proteger de um possível game over. Isso mesmo, morreu, volta para o último save e não leva nenhum item ou minério adquirido. Isso me deixou bem mais animado para o desafio, como um bom fã dos saves limitados de Resident Evil – mas não se preocupe, há bastante frutos e insumos pelo mapa!

Os Deuses Perdidos fecha com chave de ouro?

Apesar de Immortals Fenyx Rising – Os Deuses Perdidos não ser muito diferente da do jogo original em sua essência, ele com certeza traz novidades e, tenho certeza, serve muito como um teste para a Ubisoft. Saber a reação dos jogadores para com a mudança de câmera será algo interessante para o futuro. Eu, particularmente, gosto de ter os dois! Teve momentos que senti falta de poder apreciar o cenário na terceira pessoa, mas o combate, as vezes frenético, fazia todo sentido para o estilo de jogos que eles trouxeram.

Se você curte a exploração de mapa e um combate mais rápido do que visto no jogo base, Os Deus Perdidos é algo para ficar de olho. Se está curioso com o restante da história de Fenyx, você terá aqui mais um pouco de narrativa e talvez o que está por vir na série.

A certeza que tenho é que: se você tinha dúvidas se o Passe de temporada de Immortals Fenyx Rising valia a pena, agora você tem tudo em mão para tomar sua decisão. Eu acho que vale, e você?

Immortals Fenyx Rising e Os Deus Perdidos já estão disponíveis para PS5, PS4, Xbox One, Xbox Series, PC e Nintendo Switch.

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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