Análise: Smelter te leva de volta aos 16 bits

(Análise escrita por um de nossos colaboradores Felipe de Carvalho Lopes)

Desenvolvido pela X PLUS. Smelter é um single player que remete aos clássicos jogos da era 16 bits, não só pelo seu visual retro mas também pela dificuldade e desafios oferecidos ao jogador em uma mistura do gênero plataforma e estratégia.

No jogo controlamos “Eve”, (Eva para os mais familiarizados com a história).Após ter seu lar destruído de forma inesperada em função de um momento de fraqueza de Adam (“Adão” para os íntimos), que sucumbe à tentação e experimenta o fruto proibido. Essa ação ocasiona seu desaparecimento enquanto Eve se vê lançada em um abismo sem fim. Quanto mais Eve cai na escuridão a única coisa presente são brilhos na cor esmeralda que se intensificam ao se aproximar o fundo, nesse momento somos apresentados a Smelter uma criatura alada de bom humor e grandes habilidades, com capacidades de oferecer incríveis poderes a seu usuário. Aqui temos o início da nossa aventura em busca de Adam através das terras de hostis Rumbly. É uma trama simples, narrada de forma divertida, contudo, o roteiro é básico e fica claro que o foco dos desenvolvedores são nas mecânicas do game.

Jogabilidade de Smelter

O jogo basicamente se divide em dois momentos. Enquanto estamos no controle de Eve, venceremos desafios nos estágios de plataforma utilizando os poderes de Smelter. São três conjuntos de habilidades, divididas em elementos, que podem ser evoluídas conseguindo pontos nos desafios de cada estágio, totalizando mais de 40. Dentre elas temos habilidades de combate e movimentação o que torna possível a criação de estratégias diferentes para vencer determinados estágios. Elas são essenciais para progredir no jogo, acessar novas áreas secretas e vencer determinados inimigos. Os desafios variam, desde não ser visto pelos inimigos, não ser tocado, ou simplesmente passar por uma determinada área no menor tempo possível.

Controlamos Smelter nos momento de estrategia. Nosso objetivo é recuperar a gloria de sua cidade. Somos responsáveis por limpar o terreno, enfrentar inimigos invasores, construir estruturas expandindo seus domínios por diversas regiões com características distintas. Aqui seguimos a formula – para construir necessitamos de recursos, que são obtidos nas fontes. Partindo dai expandimos nossas construções. Temos estruturas que disponibilizam soldados para defender nossa cidade, casas para os Zirms responsáveis pela produção e as Shrines (Fontes) que produzem as maças que movem os Zirms. Nos momentos de RTS notei alguns problemas, por exemplo, quando sob ataque muitas vezes os inimigos ficam juntos as estruturas atacadas tornando impossível defendê-las utilizando os projeteis do Smelter que simplesmente são anulados, pois acredito que o game reconheça um ‘friendly fire’ contra a nossa própria estrutura. 

Trilha sonora

A trilha tem um tom de notas eletrônicas e guitarra, e lembra bastante o que temos no último game da franquia Streets of Rage. O toque especial fica a cargo do tema de abertura e encerramento de Manami Matsumae consagrada por trilhas de peso como Mega Man e Shovel Knight e Final Fight.

Conclusao

O game possui uma narrativa simples e divertida, a mistura de elementos de clássicos como Megaman e Castlevania é de bom tom, traduzindo uma fórmula de sucesso utilizada há tempos em jogos do gênero. Em diversos momentos tive a mesma sensação que tinha quando encontrava uma capsula de armadura no Megaman X ao desbloquear nova habilidade. O jogo encoraja o replay oferecendo áreas que só podem ser acessadas com determinadas habilidades e, se você gosta de um bom desafio, com certeza retornará para acessá-las. O visual agrada, é diverso e bem trabalhado, cada uma das partes do mundo tem suas características únicas. As animações são diversas e bem executadas em cada um dos elementos usados no game.

Fiquei surpreso com Smelter de uma maneira muito positiva! Não tinha certeza do que esperar, mas o que eu encontrei foi um jogo muito engraçado e que me proporcionou bons momentos. O jogo não se leva muito a sério e eu simplesmente adoro isso! A música, a arte, está tudo muito bem feito. O jogo de plataforma é ótimo, a parte RTS é “Ok” mas possui irregularidades, não se destacando tanto.

Smelter será lançado no dia 22 de abril de 2021 para PC, Xbox One, Playstation 4 e Switch.

(Análise escrita por um de nossos colaboradores Felipe de Carvalho Lopes.)

Smelter

Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Jogabilidade - 8
Diversão - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 8
História e Roteiro - 5

7.2

Bom!

O game possui uma narrativa simples e divertida, a mistura de elementos de clássicos como Megaman e Castlevania é de bom tom, traduzindo uma fórmula de sucesso utilizada a tempos em jogos do gênero.ão tinha certeza do que esperar, mas o que eu encontrei foi um jogo muito engraçado e que me proporcionou bons momentos. O jogo não se leva muito a sério e eu simplesmente adoro isso!

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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