Análise: TASOMACHI: Behind the Twilight

Uma game de plataforma curto e divertido, mas que possui alguns pontos a serem trabalhados

TASOMACHI: Behind the Twilight é um jogo de aventura 3D desenvolvido pela Orbital Express. O jogo foi criado por Nocras, um ilustrador e game designer, em conjunto com o compositor Ujico, e tem como objetivo apresentar um mundo fantasioso baseado na cultura oriental. E só pela apresentação já é possível ver que o game possui um grande potencial.

Apesar de contar com cerca de três horas de jogabilidade na história principal, o game exige dos jogadores maestria nos controles a fim de alcançar o final da campanha, tornando a experiência bastante instigante e levando os jogadores a imergir nessa aventura. Mas será que é possível contar toda uma narrativa dentro desse período?

Realizamos esta análise no PC com uma cópia do jogo cedida pela produtora. O jogo está disponível exclusivamente para PCs (via Steam).

O que é TASOMACHI: Behind the Twilight?

Os jogadores controlam Yukumo, uma jovem que viaja o mundo em um dirigível. No entanto, após a apresentação dos controles, o veículo acaba apresentando defeitos, que atrapalham o trajeto da protagonista. Com isso, é necessário parar em uma cidade, na qual somos introduzidos aos habitantes deste mundo: uma espécie de gatos humanoides.

TASOMACHI

Com o apoio de um dos cidadãos, é introduzida uma missão de coletar objetos brilhantes no formato de lanternas chinesas, que geram energia e auxiliam no conserto do veículo. Já com o controle da personagem no chão, os jogadores precisam buscar diversos desses objetos escondidos pelos cenários a fim de progredir na aventura.

Seguindo uma premissa bastante conhecida pelos fãs de jogos plataforma e collectathon, a aventura gira em torno dos jogadores aprenderem as mecânicas de movimentação e exige bastante atenção para localizar as centenas de lanternas escondidas pelos mais diversos cenários que englobam o game. Inclusive, vale ressaltar que o jogo traz um sentimento bastante semelhante ao de Super Mario Odyssey em relação às Power Moons que ficavam espalhadas pelos cenários, e até a interface de quando são obtidas as lanternas remete muito ao game do bigodudo.

Em busca da lanterna perdida

Contando com cerca de 200 lanternas escondidas pelos três grandes mundos, TASOMACHI possui uma ambientação bastante interessante e mecânicas divertidas com as quais os jogadores podem passar o tempo na busca de novas lanternas. A progressão ocorre de maneira fluida, apresentando novas habilidades gradativamente e permitindo aos jogadores alcançar locais distantes apenas pulando entre um prédio e outro. É fácil se perder na história principal ao procurar maneiras de alcançar lanternas posicionadas em locais difíceis de alcançar, e o sentimento de conquista é muito recompensador.

Vale ressaltar que existem diversos objetivos diferentes que recompensam os jogadores com novas lanternas. Desde coletar fragmentos de lanterna a remover cartazes ou destruir vasos, a experiência se torna um pouco menos repetitiva com a adição de novas missões secundárias ao longo da aventura. Ainda, para evidenciar a progressão, cada mundo conta com dois santuários com quatro áreas cada que testam as habilidades dos jogadores adicionando variações nas plataformas a fim de tornar a jogabilidade mais desafiadora.

Em certo ponto da aventura, o dirigível é liberado para ser utilizado dentro das cidades. Com isso, os jogadores recebem uma liberdade ainda maior de exploração, permitindo-o sobrevoar os locais e realizar missões exclusivas da aeronave. Isso expande ainda mais a jogabilidade, dando uma diversidade grande de mecânicas para um jogo dessa duração. Além de tudo isso, existem algumas recompensas como novas roupas para Yukumo, que adicionam razões para explorar os cenários e buscar os colecionáveis.

TASOMACHI

Quanto mais alto, maior é a queda

O grande porém é que o game possui cerca de três horas da campanha principal. A narrativa é curta e sem floreios, colocando os jogadores para salvar as ilhas ao coletar as lanternas e acender algumas tochas, mas sem explicar toda a magia por trás e tornando clara que a intenção não é focar no roteiro do game, mas sim na jogabilidade. O problema disso é que existem alguns pontos que poderiam ser aperfeiçoados para tornar a experiência menos complicada de se acompanhar.

Sendo praticamente impossível não comparar algumas das mecânicas de TASOMACHI ao mais recente jogo do Mario, é evidente que existam alguns aspectos que poderiam ser mais polidos, como um acompanhamento dos colecionáveis e até um mapa do mundo. O jogo apresenta apenas a quantidade de objetivos que faltam ser coletados, mas não apresenta dicas sobre os locais ou tipos de missões que precisariam ser completadas para conquistar as lanternas faltantes. Isso torna a experiência um pouco frustrante quando restam poucas lanternas a serem localizadas.

Curto, mas divertido

Um dos grandes destaques da aventura é seu apelo artístico. Com visuais bastante polidos e que evidenciam perfeitamente essa ambientação fantasiosa e oriental, fica claro que os desenvolvedores se preocuparam bastante em entregar um projeto que exigiu muita habilidade. Tanto a parte visual quanto a trilha sonora são bastante agradáveis, mas as músicas trazem umas melodias mais eletrônicas que destoam um pouco da narrativa. No entanto, não deixam de tornar a experiência relaxante e divertida, e que irá agradar os jogadores.

TASOMACHI agradará principalmente aos fãs de jogos de plataforma, e a premissa de apresentar vários mundos a serem explorados com certeza deixará os mesmos animados. No entanto, a curta duração do game e alguns pontos que poderiam ser otimizados geram uma certa barreira em defini-lo como um jogo imperdível. Ainda mais considerando o valor de lançamento, de torno de R$38.

O sentimento final é que o game serve mais como uma demonstração para um produto ainda maior. Não existe dublagem nos diálogos, a história é totalmente deixada de lado, mas a jogabilidade é polida e divertida. O principal problema é que, por durar três horas, o jogo fica em um meio termo entre um produto finalizado e uma simples demonstração. O potencial dele é grande, mas pelo que parece, é uma obra inacabada.

TASOMACHI

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

TASOMACHI: Behind the Twilight

Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Jogabilidade - 7.5
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 7.5
Aproveitamento - 5

6.9

Razoável

TASOMACHI: Behind the Twilight é uma aventura curta, mas divertida que pode entregar algumas horas de entretenimento aos fãs de jogos de plataforma. Porém alguns detalhes negativos diminuem o potencial que o jogo possui como produto.

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Nicolas Togashi

Graduado em desenvolvimento de jogos e aficionado por essa mídia, perde mais tempo jogando do que efetivamente utilizando a graduação para alguma coisa. Ama RPGs, e se esforça para ser um bom aliado nos jogos online.
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