Análise: Alex Kidd In Miracle World DX

Bruno Degering ·

Desenvolvido pela Merge Games e pela Janketeam e publicado pela Merge Games, Alex Kidd In Miracle World DX é o renascimento de uma das franquias mais marcantes da era 8 bits. Durante esta nossa análise de Alex Kidd In Miracle World DX conseguimos ter a certeza de que jogos clássicos ainda tem muito espaço nessa geração e isso comprovado pelo trabalho sublime feito em DX.

Esta análise foi possível graças a um código cedido pela Merge Games, a qual agradecemos a oportunidade.

Sobre o que é Alex Kidd In Miracle World?

Como dito anteriormente em nosso preview do jogo: Alex Kidd In Miracle World foi um sucesso pelo mundo e transformou Alex Kidd no mascote da SEGA quase que de maneira natural e instantânea, tamanha a popularidade do personagem. No Brasil, o título ficou famoso por ser o jogo que vinha “na memória” dos consoles Master System. No meu caso, tive um Master System II e Alex Kidd foi responsável por me moldar como o Gamer que sou hoje. Não a toa, até hoje hoje curto jogos mais difíceis de plataforma e fico sempre no aguardo de remakes de clássicos do passado, como é o caso de Alex Kidd In Miracle World DX.

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O jogo chamou a atenção do público por trazer uma nova visão para os jogos de plataforma, seja pelas batalhas de Janken, o soco com tamanho desproporcional ou a opção de usar vários itens e veículos. Tornando o jogo muito dinâmico e difícil de zerar, já que a cada nova fase tínhamos um novo desafio para tentar nos levar a tela de Game Over.

Resumindo a história do jogo, Alex descobre que o vilão Janken, o Grande, derrotou o Rei Trovão, sequestrou o príncipe e transformou as pessoas do reino em pedra. Sabendo disso, Alex decide ir ao resgate e derrotar todos pelo caminho para trazer seu reino de volta à normalidade. Para isso ele irá cruzar vários cenários diferentes, enfrentar os aliados de Janken e fazer a festa nas lojinhas locais.

Jogabilidade de DX

Alex Kidd em Miracle World é um jogo de plataforma 2D em que o jogador deve terminar as fases superando obstáculos e vários inimigos. Diferente de Mário e a tendencia que foi criada de pular em cima dos inimigos para derrotá-los, aqui é melhor você não tentar fazer isso. Alex derrotará seus inimigos na base do soco, ou usando itens mágicos que são capazes de protegê-lo, dar habilidade de voar ou até mesmo um anel capaz de soltar projéteis e eliminar inimigos à distancia.

Além disso, também temos grandes desafios nos pulos, desafios de plataforma presentes no jogo. Como encostar em um inimigo é morte instantânea, saber a melhor hora para evitá-los é primordial. Caso vá para cima, os inimigos droparão dinheiro – que é extremamente necessário no jogo para comprar veículos e itens mágicos na loja. Isso te dará mais chances e algumas das fases e lutas contra chefes. Não fique com receio de gastá-lo, ter mais chance de não perder vida deve ser seu foco principal.

Já sobre a dificuldade do jogo, durante nossa análise de Alex Kidd In Miracle World DX optamos por deixar a opção de vida infinita ligada. (Sim! temos essa opção na versão DX) Caso contrario, não sei se seria possível entregar esta análise no prazo. O jogo não possui um nível de dificuldade para ser escolhido e, por ser bem desafiador, as chances de Game Over estão sempre nas alturas.

Importante lembrar que quando acionada a opção de vida infinita, algumas conquistas do jogo ficam bloqueadas. Nada mais justo, não é mesmo? Caso vá atrás dessas conquistas, aqui temos um jogo de tentativa e superação até que você consiga gravar padrões e achar maneiras mais fáceis de derrotar alguns dos chefes.

Dois novos modos de jogo foram adicionados, O Modo Clássico (que dispensa comentários) e o modo Desafio dos Chefões. Neste o jogador enfrenta os lendários Gooseka,  Chokkina, Parplin e Janken numa tacada só. Bom para testar suas habilidades!

Gráficos e Trilha-sonora

Os gráficos e trilha de Alex Kidd In Miracle World DX são o carro chefe do jogo! Trazendo um pouco do que falamos no preview para esta versão da análise: O jogo finalmente conseguiu trazer uma personalidade e estética a altura do protagonista, dando cara a um mundo onde os jogadores tinham que usar muito a imaginação. Além disso, a jogabilidade se tornou muito mais fluida, parecendo até mais fácil em diversos momentos.

Para escalonar essa evolução, temos ainda o botão que nos leva diretamente para como o jogo era em 8 bits. É muito legal ver como cada ambiente e desafio foi refeito, como era a música no jogo original e os cenários de background.

Sobre as músicas, essas foram completamente refeitas e estão perfeitas! Não há nada o que ser criticado aqui. A trilha-sonora é a melhor que eu já vi nos últimos anos em jogos do estilo. Ela faz questão de ser alta e te levar pelos mapas. Como sou um cara old school nos games, sempre queria ouvir um pouco da música original de cada uma das fases. Mas isso está muito mais relacionado a um sentimento de nostalgia.

Um jogo clássico para todas as gerações

Durante esta nossa análise de Alex Kidd In Miracle World DX, pude comprovar tudo que achei durante a versão prévia que testei do jogo. Tudo o que vi parece ter sido fruto do que eu poderia imaginar de melhor para um para um retorno da franquia. O título possui gráficos lindos, jogabilidade renovada, porém fiel ao jogo original, e tudo isso é complementado por uma trilha-sonora digna de prêmios, que irá emocionar os velhos jogadores.

Com essa repaginada, novos jogadores poderão vivenciar como era o design dos jogos de antigamente e conseguirão pegar várias referências usadas por jogos modernos. Isso ajuda a entender quais jogos são realmente inovadores e quais jogos são um saco de referências e acertos do passado.

Continua achando que Alex Kidd In Miracle World DX será um dos melhores jogos do ano e uma obrigação para aqueles que jogaram no passado, aqueles que curtem o gênero e aqueles que só querem um novo desafio.

O jogo já está disponível para PC, Playstation 4, PlayStation 5, Switch, Xbox One e Xbox Series.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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