Análise: Dodgeball Academia me impressionou

A melhor parte é que é brasileiro!

Por algum motivo desconhecido, os jogos de queimada apareceram com força esse ano – ainda mais e compararmos com o histórico do esporte (?). Após o ótimo lançamento de Knockout City, agora é a vez da nossa análise de Dodgeball Academia, um RPG desenvolvido pela brasileira (!!) Pocket Trap e publicado pela Humble Games.

Essa análise foi possível graças a um código cedido pela distribuidora a qual agradecemos a confiança e parceria.

Dodgeball que nada, Queimada!

Ambientado em uma escola de queimada, este é um mundo onde tudo gira em torno desse esporte. Nossa aventura começa quando Otto, nosso protagonista, e outros alunos descobrem e aprendem sobre a Grande Guerra da Queimada. Uma bola desde então fica girando no pátio da academia gerando energia e outras coisinhas mais com sua rotação.

Será que você acertou? A tal bola é responsável por desbloquear poderes especiais para cada aluno durante uma cerimônia de abertura. É aqui que nos juntamos a Otto, o mais recente aluno da escola de queimada, ansioso para se juntar e provar seu valor na quadra.

Durante nossa análise, Dodgeball Academia, nos deparamos com uma dinâmica simples: você é jogado em partidas sozinho ou em um grupo de até três, e seu objetivo é derrotar seus inimigos antes que eles derrotem você. Os controles básicos são agradáveis ​​e simples, se mover, arremesso e recepção, mas você também tem que dominar ataques carregados que mudam a trajetória ou elemento das bolas. Também temos os Ultimates, ataques superpoderosos que podem ser desencadeados quando você acumula certa quantidade de poder. Isso também vale para alguns de seus inimigos, que usaram suas habilidades especiais para tentar a vitória.

Vale lembrar que cada personagem terá suas habilidades, o que aumenta o número de opções e possibilidades em cada desafio que enfrentamos durante a campanha. Ocasionalmente, você terá partidas em que jogadores nocauteados vão atrás de você para tentar estabelecer um ataque de vários ângulos. Você também tem arenas especiais em algumas áreas com seus próprios desafios, como grama muito alta na floresta que obscurece quase totalmente a bola quando ela é lançada.

O sistema de batalha é incrivelmente fácil de aprender, mas parece que os desenvolvedores sabem disso, porque estão constantemente adicionando novas camadas ou pequenos ajustes para manter as coisas interessantes. 

O campus da Escola de Queimada

A história se desenrola em oito capítulos, cada um dos quais é efetivamente um episódio com uma missão principal, alguns jogadores de queimada que o atacarão à primeira vista e algumas missões secundárias incrivelmente estranhas. Embora a maioria deles envolva apenas correr para encontrar itens e lutar contra coisas, eles também tendem a ter um background ou motivação divertida.

Todos os dias letivos contam com um conjunto de missões paralelas a serem realizadas pelo campus para alunos ou funcionários. Você recebe recompensas muito boas por completar essas missões, então vale a pena fazer todas elas, mas esteja avisado que elas devem ser concluídas no dia em que aparecem ou nada feito. O jogo avisa você antes de dormir a cada dia se você está perdendo alguma missão, então deixar algo para trás é uma escolha e não um acaso.

Espalhadas pelo campus, também temos lojas para comprar novos equipamentos e aumentar suas estatísticas, uma lanchonete para comprar alimentos para restaurar a saúde e conceder aumentos de estatísticas permanentes, e um grande número de baús escondidos por todo o lugar. O jogo não é longo, com cada episódio levando apenas uma hora ou mais, mas sempre há algo para fazer em cada dia de jogo.

A melhor coisa sobre isso é descobrir os vários tipos de itens disponíveis no jogo. Não apenas todos eles são fast food brabos, o que se encaixa muito bem no cenário e premissa, mas os personagens terão gostos próprios de sabores. Isso torna crucial dar a comida certa para o personagem certo, caso contrario o item tem um efeito reduzido. Pequenos detalhes como esse realmente funcionam para tornar a experiência mais interessante e trás personalidade e empatia por alguns dos personagens. A chance do jogador se sentir representado é grande.

Design e som dignos de um desenho animado matinal

Enquanto eu jogava para fazer esta análise, Dodgeball Academia trazia lembranças de TV Globinho desenhos que víamos de manhã nos finais de semana ou em canais fechados. Personagens desenhados à mão, edifício coloridos e animações de batalha empolgantes e exageradas. A música acompanha tudo isso com um rock animado e de ritmo acelerado para as batalhas e várias partes da escola e também traz faixas mais suaves para outros locais, como a floresta ou os dormitórios. Não ficaria surpreso se o jogo virasse um desenho de alguma plataforma ou canal fechado, inclusive torço para isso!

Conclusão

Dodgeball Academia é, de fato, um jogo para quem quer bons momentos sem abrir mão de algum desafio. O jogo traz comandos e uma premissa simples, muito bem desenhado e animado, mas que aumenta o desafio a cada novo capítulo. Meu único ponto negativo fica para a duração, repetitividade para algumas missões e o fator replay, para jogar o jogo novamente. Senti falta de um campeonato, uma liga, ou algo assim para jogar com amigos e online.

Em Dodgeball Academia a diversão é garantida e o senso de humor fecha essa questão com maestria. Não esperava menos de uma equipe brasileira. Parabéns, Pocket Trap! Eu não vejo a hora de ver o próximo lançamento!

Dodgeball Academia está disponível para PC, Switch, Playstation 4 e Xbox One. Além de estar incluso no Gamepass.

Dodgeball Academia

Visual, ambientação e gráficos - 9.5
Jogabilidade - 8.5
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 7.5

8.4

Ótimo!

Dodgeball Academia é, de fato, um jogo para quem quer bons momentos sem abrir mão de algum desafio. O jogo traz comandos e uma premissa simples, muito bem desenhado e animado, mas que aumenta o desafio a cada novo capítulo. Fique atento apenas a sua duração que vai de oito a 10 horas dependendo do seu ritmo.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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