Análise: Humankind, deixando nossa marca na história

Do período Neolítico até a era moderna.

Desenvolvido pela AMPLITUDE Studios e distribuído pela SEGA, Humankind entra no mercado dos games 4X (eXplorar, eXpandir, eXtrair, eXterminar) tentando trazer novidade em um mercado praticamente dominado por Civilization. Será que o jogo consegue seu espaço? Vamos conferir em nossa análise de Humankind.

Humankind está disponível para PC (Via Steam), Windows Store (incluíndo o Gamepass) e Google Stadia. E encontra-se completamente legendado em PT-BR.

Essa análise de Humankind foi possível graças a um código cedido pela produtora a qual agradecemos a confiança e parceria.

Humankind conta a história da humanidade

Em Humankind nós só temos um objetivo: terminar o tempo da partida com mais prestígio do que nossos concorrentes. O modo como vamos atingir isso, fica totalmente livre para o jogador definir. O game conta a história da evolução da humanidade, mas não de uma forma linear e histórica. Aqui nós definimos o rumo que nossa civilização vai seguir podendo, inclusive, mudar nossa cultura a cada progresso realizado.

Um visual simples, mas muito agradável

Humankind possui gráficos relativamente simples, mas que se enquadram exatamente na proposta e necessidade do game. Isso fica ainda mais evidente ao avançarmos na partida, pois o mapa fica tão cheio de cidade e unidades caminhando que chega a dar um pequeno gargalo, o que seria muito pior em PCs com configurações mais modestas.
Ainda assim, o game não deixa de entregar algo muito bonito e agradável, especialmente os detalhes das cidades e das tropas. Ao avançarmos de época, podemos escolher uma das várias culturas disponíveis, essa escolha não muda apenas nossa estratégia, mas também toda a estética de nossas unidades e cidades.

Outra característica que me agradou bastante foi a aparência de nosso personagem, embora não tenhamos muitas opções de personalização, ainda assim Humankind nos entrega uma variedade boa, mas o que mais me agradou foi que ao escolhermos uma nova civilização, as vezes de nosso avatar muda, condizendo com a cultura escolhida.

Humankind possui tantos aspectos que é difícil resumir todos

Em Humankind, o objetivo é deixar nossa marca na história da humanidade, para isso, precisamos ter a maior quantidade de prestígio ao final do último turno, decidido ao criarmos a partida. Esses pontos são conseguidos através de diversas ações como construções, maravilhas, expansão territorial, batalhas, comércio entre outros. A parte mais divertida é que ao avançarmos de Era podemos manter nossa atual civilização ou escolhemos uma nova baseada na época que estamos. Por exemplo, podemos escolher no início entre os maias, astecas, e passamos pelos ingleses, espanhóis, alemães e até mesmo os brasileiros.

Exceto se outro jogador já tiver selecionado a civilização, não existe uma restrição em nossa escolha além de nossa empatia ou estratégia de jogo. Digo estratégia, pois cada uma possui uma inclinação que concede bônus em nosso ganho de prestigio. Essa também condiz com um pouco com a realidade, como os romanos, que são historicamente expansionistas e ganham bônus por conquistar territórios, ou os nórdicos, que ganham por batalhas e saques. Esse fator é, na minha opinião, o maior foco de replay do game que, mesmo tendo-o jogado bastante para esse review, ainda não me saciou a vontade de testar novas civilizações e estratégias.

Começamos cada partida com um grupo de caça do período neolítico e precisamos coletar recursos e encontrar um lugar para fundar nossa primeira cidade. O mapa é procedural (gerado aleatoriamente) e é divido por territórios, cada um possui seus próprios recursos base e recursos de luxo, que são essenciais para quem quiser seguir o caminho do comércio. Após fundarmos nossa cidade inicial devemos, além de continuar explorando o mapa e reivindicarmos mais territórios, fazer construções para a cidade se desenvolver, aumentando nossa população e, consequentemente, acelerar nosso desenvolvimento científico e financeiro.

Em dado momento de nossa evolução precisamos selecionar nossa religião que também é baseada – embora não restrita – a nossa civilização no momento. Essa crença influencia em diversos aspectos como as doutrinas seguidas, o que dá bônus como aumento de fé, apoio de guerra ou produção de recursos, como nossa influência diplomática, o que serve para conseguirmos mais apoio para declararmos guerra e a vencermos.

E falando em guerra, a diplomacia nesse jogo não só é rica como também essencial, principalmente se tivermos selecionado uma civilização inclinada a guerra. Além dos tratados padrões de não agressão, troca de recursos e declaração de guerra, também temos uma opção de crise, toda ação que nossos adversários tomam e que vai contra nossos princípios e/ou acordos, nos permite podemos exigir uma recompensa. Por exemplo, se invadirem nosso território, podemos exigir um pagamento, como também podemos exigir a conversão religiosa ou até mesmo um de seus territórios, alegando que a população local é oprimida pelo seu líder. Essas exigências, se não cumpridas, nos concede apoio de guerra, e essa pontuação serve para declararmos ou, para quando já estivermos impedir que percamos o apoio popular e acabemos sendo forçados a nos rendermos.

Humankind é tão rico de detalhes e recursos que é bem difícil salientar todos sem tornar esse review absurdamente extenso, mas, para resumir ainda possuímos recursos de ciência, que serve para pesquisarmos novas tecnologias, atos cívicos, que concedem bônus como inclinação ideológica e que tem influências bem intrínsecas em nosso desenvolvimento e a influência, que disponibiliza diversas ações como inauguração de outras cidades e postos avançados. Minha única crítica com relação a sua mecânica é que para o final das partidas, senti que a IA das outras civilizações ficaram mais apáticas, não tomando nenhuma ação, seja ruim ou positiva, por conta própria.

Relaxe e curta com a trilha sonora de Humankind

Se você for fã do gênero, é bem provável que Humankind te cative, e para os já familiarizados, sabemos que esse é o tipo de jogo que nos prende por horas e horas. Para que esse período de jogatina seja ainda mais agradável o game nos entrega uma trilha sonora suave que se encaixa muito bem na temática e que não enjoa e nem se torna cansativa ao longo das partidas.

O game também conta com um narrador que faz comentários interessantes sobre nossas conquistas nas partidas embora, mais para a frente, ele tenha começado a ficar um pouco repetitivo falando novamente sobre avanços que ele já havia comentado anteriormente.

Humankind é o que os fãs do gênero procuram

Mesmo sendo de um gênero praticamente dominado por Civilization, Humankind consegue trazer algo para bater de frente com a concorrência. O game possui gráficos simples, mas bonitos e que vão agradar até mesmo os mais exigentes, principalmente pelas mudanças visuais que cada civilização traz. Apesar de parecer complicado, o tutorial nos traz tudo que precisamos saber e sem nos tirar da partida. Tudo isso aliado á uma trilha sonora agradável faz com que Humankid seja a pedida certa para ficar relaxando em casa em um fim de semana chuvoso.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Humankind

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 8
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 9

8.5

Ótimo

Mesmo sendo de um gênero praticamente dominado por Civilization, Humankind consegue trazer algo para bater de frente com a concorrência.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.
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