Análise: Alan Wake Remastered

Será que vale revisitar Bright Falls?

Antes de seguirmos diretamente para a análise de Alan Wake Remastered, é importante contextualizar os jogadores mais novos que só ouviram falar desse jogo da talentosa Remedy Entertainment – responsável não só por Alan Wake, mas também por Control e Max Payne, um dos jogos que mais marcaram minha caminhada gamer.

Alan Wake é um thriller de ação, para muitos um survivor horror, aclamado pela crítica desde seu lançamento em 2010 para Xbox 360. O jogo se inspira em obras clássicas de terror, com um profundo mistério em seu núcleo. Desde o início você perceberá muito de Stephen King e Hitchcock.

Na história (que não nos aprofundaremos aqui nesta análise por ser uma remasterização) a esposa do famoso escritor Alan Wake, desaparece misteriosamente enquanto viajavam de férias para Bright Falls. Alan então acorda e começa a encontrar páginas de um thriller que ele não se lembra de escrever enquanto coisas bizarras acontecem. Uma presença sombria começa a possuir os habitantes da cidade e atacar Wake, enquanto outros querem convencê-lo de que tudo não passa de uma confusão mental causada pelo acidente e pelo luto.

Essa análise de Alan Wake Remastered foi possível graças a um código cedido pela distribuidora a qual agradecemos a parceria e oportunidade. O jogo possui legendas e menus localizados em PT-BR.

Para os novos: Jogabilidade e combate

A trama de Alan Wake é toda em torno da escuridão contra a luz. Então, sempre que estiver em um lugar iluminado você terá um pouco mais de tempo e tranquilidade, e sempre que estiver longe da mesma você deverá se preocupar.

Com isso, o combate é todo baseado em sua lanterna e quaisquer fontes de luz que possam haver, desde os faróis de um carro até uma exibição de fogos de artifício. Isso é o suficiente para atordoar os inimigos que vão atacá-lo, mas os inimigos mais humanos requerem tiros para serem derrotados. Primeiro você deve tirar uma espécie de armadura deles usando alguma fonte de luz e depois atirar para eliminá-los.

Na maioria das vezes você deverá usar sua lanterna. Existem alguns tipos e potências diferentes, mas todas precisam de pilhas novas para as batalhas mais prolongadas. Aqui temos o fator de survivor-horror, já que elas podem ser escassas dependendo da dificuldade que você escolheu e de sua habilidade com os comandos.

Além disso, você também terá sinalizadores, pistolas sinalizadoras e flashbangs. Para sobreviver, você deve recuperar a vida enquanto está embaixo de um poste de luz e terá um botão de esquiva que precisa ser usado no momento certo para funcionar – esse último senti que está datado e a Remedy poderia ter dado uma melhorada nesta mecânica.

Uma remasterização necessária após Control

Sem me estender muito e sem spoilers, após desvendarmos alguns dos vários mistérios de Control (confira aqui nossa análise), voltar a jogar Alan Wake era algo inevitável para quem curtiu as histórias do jogo e como elas se entrelaçaram sutilmente.

Durante meu tempo na análise de Alan Wake Remastered, o que fica claro é que temos aqui o mesmo jogo de antes (apenas para pontuar, já que a promessa de um remaster não vai além disso, diferente de um remake). Os gráficos foram melhorados, novas texturas, efeitos de iluminação mais atuais que trazem um novo clima para a aventura, além de uma melhoria notável na parte sonora e cutscenes. A versão de PC, portada em 2012, já alcançava resoluções maiores porém as texturas não acompanhavam o salto e a performance tinha sim seus problemas.

Para os fãs do jogo original e aqueles que querem saber mais do mundo de Alan Wake, o jogo principal contém uma nova faixa de comentários de desenvolvedores do escritor e diretor criativo do jogo, Sam Lake, que os fãs não vão querer perder. Você pode habilitar e desabilitar essa opção sempre que quiser nas configurações do jogo. Pense aqui como uma versão com comentários do diretor. Ótima para entender a ideia por trás de algumas cenas, acontecimentos e câmeras escolhidas.

O remaster também traz as duas DLCs vendidas separadamente na época, são elas: The Signal e The Writer DLCs. Estas, sem comentários de Sam.

Qualidade e performance

Não tinha muito tempo que eu tinha baixado o jogo de PC no Game Pass. Então posso dizer que as diferenças existem e são sim perceptíveis. A maioria delas está na nas texturas de alta resolução que o jogo possui agora. Tirando serrilhados e aquela sensação de “imagem lavada”, principalmente durante as cutscenes nos vídeos cinematográficos do jogo. O aumento de quadros por segundo durantes essas cenas pré-renderizadas dão outra vida ao jogo e nos tira a sensação de estar jogando algo muito datado como na versão original e portada.

A performance do jogo também está muito melhor nos consoles, rodando a 4K e 60 FPS no PS5 e Xbox Series X e podendo chegar a 60 fps, no modo performance, nos consoles da geração passada.

Já a versão de PC tem suporte a DLSS, resolução 4k, suporte para monitores ultrawide e quadros por segundos desbloqueados. O jogo não possui Ray Tracing e nem mesmo HDR.

Conclusão – Vale a pena?

Alan Wake Remastered é uma versão fiel ao jogo portado para o PC em 2012, sendo superior graças às novas texturas e iluminação, tendo uma diferença ainda maior para o jogo original de Xbox 360. Para quem jogou em seu lançamento, aqui temos algo mais atual – principalmente se tratando dos efeitos de luz.

Para quem esperava uma oportunidade de jogar o jogo pela primeira vez, é uma ótima maneira de experimentar o clássico Alan Wake com uma roupagem um pouco mais moderna.

Depois de todo esse tempo e do sucesso de Control, a remasterização desse clássico era mais que necessária. Mas, como fã de jogos atuais do gênero, senti falta de algo um pouco mais parrudo. Ray tracing pode ser sim algo que demande mais tempo e investimento, porém acredito que o HDR faria uma boa diferença no jogo e distanciava ele ainda mais da versão de PC de 2012.

Alan Wake Remastered estará disponível para PC (Epic Store), PS5, PS4, Xbox Series e Xbox One.

Essa análise de Alan Wake Remastered segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Alan Wake Remastered

Visual, ambientação e gráficos - 8.5
Jogabilidade - 7
Diversão - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 8.5
Novidades e Melhorias - 7

7.7

Bom!

Para quem esperava uma oportunidade de jogar o jogo pela primeira vez, é uma ótima maneira de experimentar o clássico Alan Wake com uma roupagem um pouco mais atual, mas só um pouco.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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