Análise: Age of Empires IV, de volta as origens

Será mais um sucesso da franquia?

Desenvolvido pelas Relic Entertainment e World’s Edge e distribuído pela Xbox Game Studios, chega dia 28 de Outubro o aguardadíssimo Age of Empires IV. Será que ele vai conseguir manter a trilha de sucesso da franquia? Venha conferir o que achamos em sua análise.

A análise de Age of Empires IV foi possível graças a um código cedido pela produtora. Ele estará disponível para PC via Steam, Microsoft Store e também para os assinantes do Xbox Game Pass para PC desde seu lançamento. O game está completamente legendado e dublado em PT-BR.

Age of Empires IV poderia ser confundido com um documentário do History Channel

Não é incomum a franquia de Age of Empires ter um foco grande na história, mas no caso de Age IV, seus desenvolvedores foram além. Existem 4 campanhas que contam a história dos Ingleses, Franceses, Mongóis e Rus. Todas as missões das campanhas possuem vídeos e/ou narrações que explicam os fatos históricos ocorridos naquele evento que estamos passando. Esses vídeos são feitos no melhor estilo documentário do History Channel e utilizam imagens reais dos locais com um efeito de realidade virtual. Esse efeito coloca “fantasmas” de personagens, objetos e soldados no ambiente, aumentando ainda mais a imersão no evento histórico que jogamos ou vamos jogar.

Além dos vídeos principais da campanha, foram adicionados outros 28 que vão sendo desbloqueados conforme avançamos na história. Esses extras são chamados de Hands on History e trazem curiosidades da época como, por exemplo, o funcionamento dos trabucos, treinamento de falcões para caça etc. Além de gostar de história, eu achei a iniciativa muito boa pois, na minha opinião, irá despertar curiosidade e aumentar o interesse das pessoas na história.

O visual simples e assertivo de Age of Empires IV

Visualmente, Age of Empires IV não entrega gráficos muito avançados, mas é justamente outro acerto dele. Por se tratar de um game que visa grandes confrontos com várias civilizações e jogadores, é comum que máquinas mais humildes sofram com gargalos.

No entanto, a simplicidade de Age o torna não só bem otimizado como também leve e acessível. Em minha máquina – que já está começando a ficar bem datada – o game não só rodou liso como foi possível colocar todas as configurações no máximo, mesmo não sendo o recomendado. Sofri apenas com uma pequena queda nos frames ao experimentar uma partida em um mapa gigante com 7 bots, sendo necessário reduzir um pouco os gráficos.

Ainda assim, o jogo está bonito, principalmente na variação visual das civilizações. Diferente de Age of Empires II, aqui todas as civilizações possuem diferenças visuais desde a primeira era. Mesmo as unidades comuns, como aldeões e homens de armas, são diferentes e trazem características específicas da civilização que estamos jogando. Embora limitado, o game nos permite dar um zoom nas unidades permitindo nos vermos esses e outros detalhes melhor.

Um outro detalhe que nasceu no Age III e foi belamente aprimorado nesse é o dano estrutural. Assim como em seu antecessor, de acordo com que as estruturas vão sendo danificadas, pedaços de paredes, telhados e até incêndios podem ser observados. Ao serem destruídas, elas desmoronam e acabam se tornando uma ruína eterna no mapa, a não ser que algum outro edifício seja construído por cima.

Tradição e novidades na medida certa

Para os conhecedores da franquia Age of Empires, não haverá nenhum desafio em se adaptar ao IV. No seu “core”, o game continua o mesmo, temos os mesmos 4 recursos para coletar e administrar (comida, madeira, pedra e ouro) enquanto produzimos aldeões, soldados, construções, atualizações e avanços de Era. As novidades realmente aparecem ao experimentarmos outras civilizações. Todas possuem particularidades que podem mudar – e muito – o estilo do nosso gameplay.

O exemplo mais forte disso são os Mongóis, por serem uma cultura nômade, eles começam com a população máxima e não pode construir casas nem fazendas de trigo, também possuem a única cavalaria arqueira do jogo capaz de atirar enquanto anda. Os chineses, por outro lado, podem recrutar cobradores de impostos para ganhar recursos extras e construir vilas, que aumentam sua população mais do que uma residência comum.

Essa mistura entre o tradicional e o novo torna cada partida mais interessante e divertida. Será necessário se adaptar a cada cultura e civilização para conseguir a estratégia certa e conquistar o adversário, principalmente para as partidas competitivas multiplayers.

Outras novidades que valem ser destacadas: todas as armas de sítio agora precisam ser armadas antes de disparar – nos outros jogos era apenas o trabuco; os cavaleiros, ao atacar, fazem uma carga com sua arma e arrebentam a lança inicial causando um dano mais alto; podemos camuflar nossos exércitos em pequenas florestas para fazer emboscadas e os arqueiros agora também podem ser posicionados nas muralhas.

Todas essas novidades juntas, trazem um novo gosto para o que já era muito bom e vai, muito provavelmente, garantir bastante tempo de vida para o game, principalmente se considerarmos que, assim como em Age II, teremos mais civilizações e expansões sendo adicionadas no futuro.

A imersão auditiva de Age of Empires IV

A franquia de Age of Empires sempre teve trilhas sonoras que me marcaram, principalmente na infância e Age of Empires IV não ficou longe disso. Uma mistura do medieval mais suave, nos momentos de calmaria, com um mais de ação, no momento das batalhas. E falando nas batalhas, seus efeitos sonoros também estão de primeira, berros dos soldados, o barulho das espadas se chocando no metal, os sons mecânicos das bestas e dos trabucos, todos estão muito bons e imersivos.

Além disso, também é preciso falar da narração, que também está muito boa e faz nos sentirmos como se fizéssemos partes de um documentário histórico e da linguagem falada por cada civilização. Embora eu não as entenda, fiz uma pesquisa de curiosidade e descobri que os desenvolvedores utilizaram não só a linguagem nativa, mas também a que era falada na época do jogo. Uma excelente pegada na minha opinião!

Conclusão: A espera valeu a pena!

Para mim, analisar Age of Empires IV foi um verdadeiro desbunde, principalmente por ser um fã da franquia. Seu contexto histórico conseguiu ser ainda mais completo que os games anteriores entregando algo que vai agradar qualquer fã de história. Dentro da proposta, seu visual bonito e simples garante um gameplay fluido, principalmente para partidas competitivas. Tudo isso somado a sua jogabilidade que mescla novidade com tradição e a sua trilha e efeitos sonoros imersivos, arrisco falar que Age of Empires IV tem tudo para ser um grande sucesso.

Essa análise de Age of Empires IV segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Age of Empires IV

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 9
Diversão - 10
Áudio e trilha-sonora - 10

9.3

Excelente

Age of Empires IV é uma verdadeira aula de história que conseguiu trazer de volta a essência do Age II. Possuindo um equilíbrio entre novidade e tradição, acredito que vai conseguir se manter vivo por muitos anos, principalmente com a expectativa de novas civilizações no futuro.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.
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