Análise: Ruined King: A League of Legends Story traz um RPG clássico com temática de LoL

Vai dar pentakill nesse RPG?

Nessa análise vamos falar do jogo desenvolvido pela Airship Syndicate em parceria com a Riot Games que trouxe até nós o RPG de turnos Ruined King: A League of Legends Story. Trata-se de nada menos do que um jogo baseado no universo de League of Legends trazendo uma narrativa própria e bastante inusitada onde veremos alguns dos gloriosos campeões do MOBA participando de uma aventura épica. Será que esse jogo consegue fazer jus ao consagrado MOBA que ele pertence? Vamos conferir!

Essa análise foi feita graças a um código de Playstation 4 cedido pela Riot Games.

Consequências da queda de um governante

A narrativa de Ruined King: A League of Legends Story inicia com a queda do tirano pirata Gangplank pelas mãos de Sarah Fortune (Miss Fortune). O que parecia ser a solução dos maiores problemas daquela região de águas turbulentas, apenas trouxe o prelúdio para um mal muito maior.

Em busca de combater esse perigo que se aproxima, diversos campeões conhecidos de League of Legends unem suas forças para formar uma equipe inusitada para combater esse mal milenar que se aproxima. Porém, será que é o suficiente?

A história é contada por meio de algumas cutscenes que parecem páginas animadas de HQs, mas em outros momentos temos apenas o modelo dos personagens no mapa acompanhados de balões de fala dublados. Falando em dublagem, o jogo se encontra dublado em PT-BR, onde temos o mesmo cast de vozes de League of Legends.

Logo de cara podemos notar que esse game é realmente para fãs do MOBA, já que a narrativa pega elementos da lore dos personagens e não detalham alguns acontecimentos por acreditar que os jogadores já conhecem o background de cada um. Isso não pode ser considerado um ponto negativo, pois esse spin-off está longe de ser uma “porta de entrada” para novatos, pois trata-se de um jogo feito para agradar os fãs já estabelecidos.

Um RPG com mecânicas baseadas em LoL

Aqui temos um RPG de turnos com grande influência em diversos estilos do gênero, porém, podemos ver que o jogo bebeu mais da fonte dos clássicos JRPGs. Principalmente de Final Fantasy. Você tem liberdade para explorar os cenários, contudo, o mapa sempre mostra o local correto para ir e em vários momentos o próprio personagem te lembrará que você tem um objetivo mais importante do que a exploração e te impedirá de seguir adiante para uma direção que não seja a correta.

Além disso, durante o momento em que você percorre o mapa poderá pegar loots de dinheiro e itens que estão espalhados pelo cenário, isso será útil para a sua aventura. Outro fator é que temos uma seta de direção que serve para mirar seu golpe que funciona como se estivesse realmente numa partida de League of Legends, porém, o tal golpe tem a única função de iniciar a batalha tendo uma vantagem sobre os inimigos… Afinal, trata-se de um RPG de turnos e não de ação.

Quando a batalha começa, somos apresentados a dois tipos distintos de ação: normal e rota. A primeira envolve golpes que não gastam sua mana, auxiliam a carregá-la e consequentemente fazem menos dano, porém, são ótimos para enfrentar inimigos mais fracos ou economizar seus recursos. As ações que envolvem rota tem ligação com o exclusivo “Lane Initiative System” que é baseado no League of Legends.

Os fãs devem saber que o MOBA possui três lanes que são top, mid e bot. Consequentemente no sistema de combate de Ruined King: A League of Legends Story temos algo familiar que são as rotas agressiva, normal e de velocidade. Cada uma tem seu mérito de acordo com o que o nome indica. Além disso, tem inimigos que apresentam desvantagem diante de rotas específicas. Apesar de ser um sistema baseado no que vemos em League of Legends, essas rotas são simbólicas, pois você não faz nada além de selecionar uma e isso influencia passivamente no seu movimento. Se há alguma outra diferença está no timing em que suas ações são executadas, já que a rota focada em dano faz com que seu personagem demore mais tempo para executar uma ação.

Além disso, esse menu das rotas nos apresenta o posicionamento de cada combatente num tipo de timeline, onde veremos quem agirá primeiro ou por último. Além disso, em determinados combates há a existência de envenenamentos, debuffs ou buffs que ficam num local específico da timeline. Levando isso em consideração, você poderá seguir a rota em que tem chances menores dos seus campeões ficarem numa zona perigosa.

Gráficos e áudio

Ruined King: A League of Legends Story traz gráficos familiares com o que vemos em League of Legends e Wild Rift, contudo, os personagens possuem um visual inédito. Em outras palavras, é pretexto para lançarem novas skins nos MOBAs da franquia. As animações estão bem trabalhadas e, junto disso, os cenários são bem variados apesar de serem simples. A trilha sonora casa muito bem com o jogo, apesar de ser nada memorável, contudo, a dublagem pt-br é, sem sombra de dúvidas, a melhor parte do game. Afinal, chamaram os dubladores originais para darem vida para os campeões uma vez mais.

Conclusão da análise de Ruined King: A League of Legends Story

Para concluir essa análise de Ruined King: A League of Legends Story, devo mencionar que aqui temos um RPG que funciona muito bem apesar de trazerem sistemas que deixam ele complexo de uma maneira não tão necessária, porém é justamente esses sistemas que fazem ele ter algo mais próprio além de ser tematizado para os fãs de LoL. Isso também reforça o fato que o jogo é feito especialmente para o público que é fã do MOBA, entretanto, não é obrigatório que você jogue League of Legends para aproveitar o Ruined King: A League of Legends Story.

Análise Ruined King
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Essa análise de Ruined King: A League of Legends Story segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

O primeiro RPG de League of Legends é satisfatório

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 7
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 8
Narrativa - 8

7.4

Bom

Ruined King: A League of Legends Story é um bom RPG apesar de trazer algumas complexidades desnecessárias. Ele foi feito especialmente para os fãs, porém, se você tem curiosidade mesmo não curtindo o MOBA ainda vale a pena se aventurar.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.
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