Análise: Beyond a Steel Sky

Além desse céu de aço, temos algo intrigante

Beyond a Steel Sky é a sequencia direta de Beneath a Steel Sky, com a direção de arte de Dave Gibbons, o lendário artista dos quadrinhos por trás de ‘Watchmen’. Ou seja, no mínimo, teremos aqui um jogo extremamente belo. Porém, será só isso mesmo? Acompanhe aqui a análise de Beyond a Steel Sky e vamos descobrir juntos.

Esta análise só foi possível graças a uma cópia digital de Beyond a Steel Sky, gentilmente cedida pela Revolution Softwarepara a versão de Xbox Series. Esta análise não contará com spoilers.

Sobre Beyond a Steel Sky

Vamos começar a análise de Beyond a Steel Sky falando do protagonista do jogo: Robert Foster. Robert Foster é um cidadão de Union City que, após conseguir deixar a cidade de Union City em ordem (eventos do jogo Beneath a Steel Sky), deixou uma IA, chamada Joey, tomando conta da cidade. Após isso, Robert sai da cidade, pois seu espírito aventureiro queria conhecer outros lugares e ajudar outras pessoas, como fez em Union City. Em uma desses vilarejos, Robert encontra um garoto, chamado Milo, no qual ele adota como aprendiz.

Porém, em um dia inusitado, Milo mostra a Robert sua nova invenção: um monitor de vara de pescar, que ajudará a pescar mais rápido os peixes. Ao testar a sua invenção, sai do lago um veículo com pernas, semelhante a um cachorro e sequestra Milo! Empenhado em ajudar, ele sai em busca de Milo, aonde essa aventura levará Robert Foster de volta a Union City. Lá, ele descobre que Union City mudou muito desde quando ele saiu da cidade e agora ele terá que enfrentar novos desafios, nessa nova Union City, enquanto busca pistas de quem sequestrou Milo para enfim, resgatá-lo.

E com essa introdução, iniciamos a nossa análise de Beyond a Steel Sky. E também essa grande aventura.

Detalhes do jogo

Uma coisa coisa que devo ressaltar é que o jogo está totalmente legendado em PT-BR. Isso é fundamental, pois tem muitos diálogos. E quando eu falo muitos, pode se preparar, pois serão muitos mesmo. Para finalizar, a dublagem está excelente também. E do pouco que eu consigo entender do áudio em inglês, posso afirmar que as legendas estão bem condizentes com as conversas. Inclusive, as piadas estão localizadas para o PT-BR.

Ah, quase que eu esqueço: Lembram que eu falei na análise de Crysis Remastered, aonde as legendas estavam pequenas e confundindo com o cenário? Parece que o pessoal está lendo nossas análises e estão colocando a legenda bem posicionada, e com um leve fundo sombreado, ajudando na leitura.

Por fim, o cenário do jogo é extremamente vivo. Você vê os NPCs saindo das posições iniciais que foram encontrados (bem, quase todos) e até mesmo interagem com outros NPCs, conversando entre si, inclusive. E os diálogos entre os NPCS tem balões, aonde você pode ler o que os NPCs estão dizendo, não deixando a conversa perdida, se você não sabe o idioma falado na dublagem.

Gráficos

Antes de mais nada, já quero dizer que o jogo é realmente lindo. A direção de arte do jogo está excelente e o jogo dá uma sensação que você está jogando dentro de uma revista em quadrinhos. Os cenários, os personagens, os objetos e tudo mais estão com um toque cartunesco, mas nada exagerado. Não sei o porquê, mas o jogo me lembrou Comix Zone, de alguma maneira. Até mesmo o menu de escolhas dos diálogos estão neste estilo.

Gostei também da forma que os detalhes do cenário e dos ambientes são retratados. As cores do jogo estão exageradas, porém é para deixar bem claro qual direção de arte o jogo tomou. Os ícones de interação do cenário são bem discretos, porém chamam a devida atenção ao jogador.

A iluminação não é ponto de destaque aqui, sendo que em vários momentos tive a sensação que as sombras é que destacavam a cena. Não é algo que venha a estragar a beleza da arte do jogo, porém a falta de uma iluminação melhor foi algo que chamou a minha atenção, nesta parte gráfica.

Jogabilidade

De antemão, esta foi a única parte que me desagradou. Já adianto que ela não é ruim, pela proposta do game, porém é um tipo de jogo que se arrasta muito sem precisar. Talvez por querer trazer um pouco de realismo a esse mundo, o movimento do personagem é um pouco lento, quase que travado. A outra coisa que conta para deixá-lo “arrastado”, é que possui muito diálogo, e os diálogos mudam conforme as escolhas, trazendo mais diálogos.

Além disso, para progredir, você terá que praticamente seguir todas as linhas de diálogos dos NPCs e em certos momentos, precisará entregar um item, ou fazer uma ação específica para prosseguir na sua aventura. Esta busca de itens lembra muito Resident Evil 1, aonde você precisa de um item certo, no local certo para progredir, porém com muito mais diálogo.

Por fim, uma das coisas que me deixou extremamente frustrado é a procura da solução desses “mini puzzles” espalhados no jogo. Com o cenário realmente grande e cheio de possibilidades, fica muito confuso pensar nas soluções dos problemas e isso pode agarrar o jogador por vários momentos. Esta parte do jogo é tão frustrante que os próprios desenvolvedores sabem disso. E, para solucionar, criaram uma opção no menu de pausa de Dicas, só para ajudar aqueles que não conseguem avançar. Sendo que se prosseguir muito no pedido de ajudas, o jogo chega a te falar literalmente o que tem que fazer.

Perdão pelo spoiler. Essa será o último.

Sons e efeitos sonoros

A princípio, Beyond a Steel Sky não tem uma trilha sonora destacável. Porém os efeitos sonoros ajudam muito em sua ambientação. Barulhos de passos, objetos arrastando, sons dos animais, entre outros efeitos sonoros estão no “ponto ideal”, para manter o clima do jogo.

E, sem dúvidas, a dublagem é algo maravilhoso. Infelizmente, não tem dublagem em PT-BR, porém você consegue sentir que cada NPC consegue ter a sua individualidade ao extremo, que você consegue reconhecer qual NPC está próximo de você só pelo sotaque da voz que está próxima. É algo que merece muito destaque mesmo.

Considerações finais

Em suma, Beyond a Steel Sky tem todos os pré-requisitos de um grande jogo: ambiente envolvente, arte proposta excelente, dublagem e legendas que não deixam ninguém perdido na trama, história bem interessante de seguir, personagens bons e marcantes e menus de fácil leitura e simples. Simplesmente, magistral!

Porém, ele peca no que faz um jogo ser memorável: a jogabilidade e, indiretamente, a diversão. Não é que a gameplay seja ruim, mas não é das melhores. Os puzzles são intrusivos e você tem que explorar muito e ver as possibilidades do jogo para resolver. Ou só acesse a opção de dicas mesmo. Robert move de uma maneira meio travada, o que deixa a gameplay mais lenta e, consequentemente, menos divertida, deixando o jogo um pouco frustrante. Uma dica rápida: se você estiver com pouca paciência e quer um jogo para relaxar, talvez este game possa não ser o ideal. A menos que você curta muito esse tipo de proposta.

Beyond a Steel Sky está disponível para Playstation 4 (retrocompatível com Playstation 5), Xbox One (retrocompatível com Xbox Series X|S), Nintendo Switch e PC, via Steam, GOG e Apple Arcade e contam com legenda em PT-BR. Além disso, tem um Free Comic disponível na Steam, que conta o prólogo do jogo, mas somente em inglês.

Essa anális de Beyond a Steel Sky e segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Beyond a Steel Sky

Visual, ambientação e gráficos - 9.5
Jogabilidade - 7.5
Diversão - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 9.5

8.5

Ótimo

Beyond a Steel Sky é realmente um ótimo jogo, aonde todos os elementos secundários do jogo são excelentes. Peca na sua gameplay, mas não é nada preocupante ou que condene o jogo. Se estiver procurando algo novo ou diferente, vale a pena arriscar com esse jogo. Porém, prepare-se para ficar frustrado em algumas partes ou então usar a opção de dicas ao extremo.

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Eder DZR13

Um rapaz descontraído, engraçado, esperto e dinâmico. Esse cara não sou eu, mas eu amo jogar e viver no mundo gamer. Ainda procurando os dias de glórias porque de tanta luta, eu acho que serei a próxima DLC de Street Fighter. Detentor da 5ª Esmeralda do Caos e 3 vezes campeão da liga de Brawlhalla do condomínio. E ontem eu acertei a tela branca do Akuma.
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