Análise: The Gunk e a difícil missão de agradar a todos

Faxina espacial?

The Gunk será nossa mais nova análise aqui no site e ao invés de responder a pergunta de se vale comprar, vamos na realidade falar se ele vale ser jogado! Afinal, o jogo será lançado exclusivamente para as plataformas Microsoft (Microsoft Store no PC, Xbox One e Xbox Series) e estará presente no Game Pass desde a data de seu lançamento.

Será que The Gunk irá te motivar a jogá-lo? Confira aqui em nossa análise que foi possível graças a um código cedido pela produtora. O jogo não possui legendas em PT-BR.

Uma história para tentar aguçar sua curiosidade

Aqui nós temos provavelmente a parte mais importante desta análise de The Gunk, sua história. É com o decorrer dela que você irá ou não se interessar em continuar jogando essa aventura de descoberta e exploração.

Em The Gunk, você controlará a exploradora Rani que estará sempre em contato com sua amiga e pilota da nave Becks. As personagens buscam por tesouros e itens por toda galáxia para poder vender e melhorar de vida. Até o momento do início do jogo elas estão quebradas e sua nave espacial está quase inoperante. Ou seja, é passado o sentimento de situação crítica que as duas passam.

Chegando em um novo planeta, Rani encontra uma misteriosa gosma preta que elas chamam the Gunk. Ou seja, o mistério do jogo se baseia em descobrir o que é esse Gunk que parece ser um câncer para este planeta. À medida que Rani consegue sugar e se livrar do Gunk com sua luva, aquele ambiente recupera sua vida e é preenchido com uma bela natureza.

Basicamente a cada nova área do jogo, Rani e Becks ficam em contato falando das novidades e impressões assim como expressando desejos, intenções e preocupações. Esse “bate bola” entre elas é muito bem feito e adiciona um carisma extra a história. Para não entrar em spoilers, elas descobrem que uma antiga civilização já habitou este planeta e vão a fundo neste mistério para descobrir o que está acontecendo.

Eu posso afirmar aqui que The Gunk possui uma boa história, porém, seu ritmo é muito devagar e tudo acontece de uma forma muito linear e simples. Enquanto alguns irão curtir a história do jogo, outros irão simplesmente abandonar por não ser tão interessante.

Esse Gunk aparece em todo o canto, parece cabelo aparecendo aqui em casa…

Gameplay sonolento

Algo que eu não curti muito enquanto fazia a análise de The Gunk, é que seu gameplay é simples até demais. Aqui você irá literalmente ficar horas “aspirando” Gunk por todo mapa até liberar a área. Por mais que tenhamos alguma evolução de inimigos com o desenrolar do jogo, eu não achei nada que fosse um real desafio ou que tirasse sua monotonia.

Além de simples desafios de plataforma como pulos ou ativar portas/dispositivos e claro, de aspirar o Gunk e sobrepujar seus simples inimigos, você poderá uma árvore de habilidade. Com sua luva que aspira tudo, você poderá pegar os mais diversos recursos para forjar melhorias. Elas variam tanto de melhorias como mais vida ou potência para sua arma, como pode ser um item completamente novo como uma espécie de mina terrestre.

Evolua seu arsenal

Para aumentar suas opções de evolução, você deverá escanear toda a fauna, flora e os itens ancestrais que irão desbloquear novidades. Não existe nenhum tipo de dificuldade para fazer isso. Apenas aponte, escaneie e siga com sua aventura.

O gameplay é completamente funcional em The Gunk, porém, não empolga por sua simplicidade e facilidade. E devo fazer um pequeno alerta, como joguei a versão pré-lançamento, encontrei alguns bugs como um inimigo que se isolou em um canto de difícil acesso, plataformas recém feitas que não conseguia pular nelas e até uma caverna que depois de limpar todo o Gunk, não me deixou seguir e tive que reiniciar o checkpoint.

Isso deve ser resolvido com uma atualização, mas ainda falta um pequeno polimento no jogo.

Baita ambientação

Uma bela ambientação em The Gunk

Se o gameplay não empolga em The Gunk e sua história irá dividir os jogadores, seu mundo irá agradar a todos. É importante dizer que aqui temos um jogo indie, ou seja, não espere por gráficos top de linha. A arte de “massinha” que os personagens e o mundo levam é muito bem feita e tudo é muito colorido.

A dualidade das áreas que têm o Gunk presente e a mesma área repleta de vida de cores é muito bem feita e interessante. Ao longo de sua jornada será possível andar por belas florestas, cavernas, estruturas do passado tomado pela natureza e mais. É um deleite aos olhos.

Por outro lado, a parte sonora não empolga tanto quanto poderia. A trilha sonora passa um sentimento de devastação e solidão que até encaixa bem em muitos momentos. Mas depois de um tempo ela cansa e se torna repetitiva.

Pequenos ajustes transformariam o jogo

Conclusão da análise de The Gunk

The Gunk é aquele tipo de jogo que irá agradar algumas pessoas enquanto outras simplesmente não irão se empolgar com ele. Se pensa em comprar The Gunk, eu sugiro fortemente que espere uma promoção, porém, se for jogá-lo através do Game Pass, ele não é uma má pedida.

Mas claro que fica aquela pergunta: Com tantos jogos a serem jogados, porque jogaria um que não apresenta nenhum grande destaque? E essa foi a pergunta que me fiz ao longo de minha jogatina… Acredito que com pequenos ajustes na mecânica de sugar o Gunk (que é extremamente tediosa) e colocar um desafio maior para o jogador, o game se tornaria muito mais atrativo a todos.

A análise de The Gunk segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

The Gunk

Visual, ambientação e gráficos - 8.5
Jogabilidade - 6.5
Diversão - 6.5
Áudio e trilha-sonora - 7

7.1

Bom

The Gunk tem boas ideias e uma excelente ambientação, porém por causa de sua simplicidade e falta de desafio, poderá não agradar a todos os jogadores. Felizmente por estar no Game Pass, seu teste fica bem menos custoso.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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