Análise: Thunder Tier One é a opção para um nicho quase esquecido

A mais nova empreitada da editora Krafton (PUBG) é este jogo de ação tática isométrico moderno. Saudosos de jogos do gênero tático como SWAT e Commandos vão encontrar em Thunder Tier One uma boa opção para se divertir. O game te entrega as ações que esperamos de um grupo tático de campo em invasões tensas e ação na dose certa, como em um bom filme de ação hollywoodiano. Porém, o título deixa claro que ainda faltam algumas coisas. Entenda nessa análise (review) como Thunder Tier One transita entre o sucesso de nicho e eventuais tropeços.

Essa análise de Thunder Tier One foi feita graças a um código de Steam cedido pela distribuidora e segue nossas diretrizes internas.

Enredo?

O jogo se baseia em missões a serem realizadas por uma equipe de quatro soldados. Aqui, você pode optar por jogar coop com amigos ou solo com IAs. Ao longo de nove missões de uma história simples sobre terroristas no leste europeu, você poderá optar por abordagens furtivas, ação desenfreada e/ou estratégias mais elaboradas. Seus objetivos incluem resgatar reféns, tomar como refém alguém importante, executar alvos ou explodir carregamentos.

Portanto, se você é uma pessoa que gosta muito de histórias envolventes nos games, esse game não é para você. Thunder Tier One se limita a nos apresentar um grupo terrorista em um país fictício no leste europeu. Uma história bastante genérica para te empurrar direto para as missões da campanha.

Ação Tática

Ao contrário de recentes títulos do gênero tático, como XCom 2 e Wasteland 3, Thunder Tier One opta por uma opção mais dinâmica ao se aproximar mais da ação. Dessa forma, os turnos com tempo de pensar e planejar ação são substituídos pelo tempo real. Ou seja, esteja pronto para se movimentar e atirar conforme a ação se desenrola e sua estratégia toma forma. Ou seja, executar o que você planeja com antecedência nem sempre vai ser fácil ou viável e a mudança e adaptação é uma constante.

Para tal você tem a opção de se preparar para as missões usando equipamentos específicos, armas e acessórios precisos, mais ou menos munição, ou seja muita personalização. Contudo, além da possibilidade, se preparar para as missões requer um tempo considerável já que você tem um limite de inventário que vai fazer toda a diferença na hora H. Fazer o tutorial do jogo, que é opcional (e fora da história principal) é o indicado aqui, principalmente se você não é fã de longa data do gênero.

Polimento

Apesar do gameplay parecer redondo, eu senti que alguns pontos faltaram aquele toque final. Entre eles os comandos para as IAs, que são limitados, e a própria movimentação dos seus aliados. Diversas vezes entregam posição de graça para os oponentes acabando com planejamento furtivo de uma missão e não há muito o que fazer a não ser reiniciar a incursão. Para quem joga solo, o tempo real atrapalha muito aqui, pois controlar seus colegas pode ser um desafio a mais.

Outro ponto negativo que enfrentei foi a dificuldade do campo de visão quando mistura na tela diversos andares/níveis de ação. Por exemplo, os andares superiores de um prédio vão atrapalhar seu campo de visão, já que eles só desaparecem da sua tela quando você adentra um andar mais abaixo. Ou seja, se você está em uma área externa, esqueça a possibilidade de visualizar o que está naquele mesmo nível/andar dentro de uma construção, mesmo que seu soldado esteja claramente frente para os alvos.

Sinto também que o feedback, de uma forma geral, ficou devendo. Tanto antes quando depois das missões, a interface do usuário poderia ser mais amigável e prover mais informações úteis. A pontuação de cada missão não é devidamente explicada e o briefing antes de cada incursão é basicamente texto e mais texto. Ou seja, o jogo é muito focado no gameplay, deixando alguns aspectos de polimento um pouco de lado.

Pontos Técnicos

Tirando pequenos contratempos na gameplay, a parte técnica do jogo é muito boa. Portanto, espere uma boa performance mesmo em configurações altíssimas em PCs medianos (como o meu). Isso agrega bastante já que ter uma performance fluida vai ser extremamente importante para executar as estratégias de cada missão. A possibilidade de girar a câmera e aproximar ou afastar enriquecem bastante a experiência.

Além disso, jogar com um bom headset ajuda muito na imersão. Isso porque o design de som do jogo é muito bom! Quem viu a live que transmiti na Twitch se lembra do primeiro tiroteio do jogo, eu literalmente verbalizei o quanto o som do jogo estava incrível.

Veredito da Análise de Thunder Tier One

Thunder Tier One oferece uma fundação sólida para um gênero de nicho quase esquecido. Digo isso, pois faz muito tempo que não lançam um título do gênero com um bom investimento. Seus tropeços são pontuais, mas que afetam bastante a experiência solo. Se você tem um pessoal para jogar Coop, o jogo salta em qualidade absurda, é claramente uma outra experiência aqui – muito mais prazerosa.

Por fim, sempre válido destacar que Thunder Tier One não tem opção de idioma PT-BR. Por outro lado, o título está custando apenas R$ 45,99 no lançamento, que é um valor muito atrativo em épocas de lançamentos AAA por R$ 300,00. O jogo tem potencial de melhorar com atualizações e conteúdo pós-lançamento e eu torço muito para isso.

Um bom título para o gênero

Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Jogabilidade - 7.5
Diversão - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 8.5
Enredo e Roteiro - 5.5

7.3

Bom

Saudosos de jogos do gênero tático como SWAT e Commandos vão encontrar em Thunder Tier One uma boa opção para se divertir. O preço é justo e entrega bom conteúdo.

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Ricardo Carvalho

Gosto muito de escrever, desenhar, de me frustrar com política, de filosofar no barzinho, assistir filmes e defender que games são arte! Me segue no twitter que eu sigo de volta, beleza? twitter.com/perfilricardoc Beijos e boas jogatinas!
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