Análise: Slipstream resgata clássicos do arcade para os dias de hoje

Um retorno a década de 90

Slipstream é um jogo de arcade com foco pesado na técnica de Drift. Confira aqui em nossa análise se Slipstream merece seu tempo caso seja tanto um curioso ou saudosista de jogos arcades como Outrun ou até mesmo Cruis’n USA.

Essa análise de Slipstream foi feita graças a um código cedido pela distribuidora. O jogo já está disponível para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC e conta com legendas em PT-BR.

Bob Ross é você meu filho?

Antes de começar

Antes mesmo de começar a análise de Slipstream é importante informar alguns detalhes. O primeiro é que ele foi desenvolvido pelo desenvolvedor brasileiro ANSDOR. Sim, estamos falando aqui de um jogo brasileiro e certamente em algum momento compararei Slipstream com Horizon Chase Turbo.

A outra informação que trago é que o jogo foi lançado originalmente em 2018 para PC e agora estamos vendo um relançamento para todos os consoles. Diferente de Horizon Chase que deu um upgrade no jogo base para o Turbo, eu não vi nenhuma diferença relevante entre as versões de Slipstream.

Dito isto, vamos para a análise!

Bonitão

Aspecto técnico impressiona

Por Slipstream ser um jogo no estilo arcade e ser deveras simples, eu vou mudar meu estilo de análise dessa vez. Agora vou falar de todos aspectos técnicos para depois falar de seu conteúdo e jogabilidade.

E meus amigos e amigas, como a parte técnica é fabulosa! O jogo segue um estilo visual muito parecido com Out Run tendo uma arte pixelada e uma câmera bem diferenciada se comparada ao que vemos hoje. Esqueça a câmera fixa atrás do seu carro.

A câmera se move de uma maneira que ela acompanha as curvas de seu carro dando um drift ao mesmo tempo e inclinando a tela para dar um ar de novidade. A arte em si é simples, mas seu estilo agrada muito ainda mais pela temática de cada pista.

E o outro aspecto que impressiona muito é a música. Sendo sincero, a música de Slipstream é absurdamente fabulosa. Seu estilo Synthwave encaixa como uma luva na proposta do jogo e é de longe o maior destaque do game. Caso tenha interesse em conferir a trilha sonora composta e lançada por effoharkay em 2018, basta clicar aqui e ser feliz.

Jogabilidade simples e conteúdo limitado

Embora de um lado Slipstream seja um sucesso em sua parte técnica, eu não posso dizer o mesmo de sua jogabilidade e conteúdo. Eu não estou dizendo que é ruim, porém, ele é muito limitado.

Por mais diversos que sejam os cenários, eles acabam tendo uma estrutura muito similar. A jogabilidade é focada em acelerar e frear basicamente, tendo a possibilidade de rebobinar o tempo caso cometa algum erro grave e temos apenas 5 carros disponíveis para escolher. Além dos carros variarem coisas básicas como controle, aceleração e velocidade, é possível antes das corridas você escolher um estilo “lento, normal ou rápido” lembrando as cilindradas de Mario Kart.

Tudo é muito direto ao ponto e em certo momento se torna repetitivo. Para tentar fugir da mesmice, o jogo conta com inúmeros modos de corrida que variam desde os modos clássicos de multiplayer e single player, como campeonato, eliminação e até um modo no estilo Rally.

De forma geral, esses modos servem dois estilos de corrida: pegar uma mesma pista e colocar um X números de volta ou então ligar as pistas entre si podendo dar ou não a escolha ao jogador de qual pista correrá em seguida. Essa possibilidade de escolha é algo muito inspirado em Out Run e casa bem com a proposta de Slipstream.

O único modo que traz alguma diferenciação é o campeonato onde é possível comprar upgrades para seu carro e traz um diferencial para dentro da pista, mas é algo um tanto simples.

E claro, falando de sua jogabilidade, é inquestionável que Slipstream funciona, porém, tenho minhas ressalvas. Existe a possibilidade tanto de deixar o drift de forma manual como automática. Quando colocado em automático, ele flui muito bem, mas em certos momentos fica relativamente fácil.

Já quando colocado em manual, algumas vezes não é possível controlar o carro e traz uma inconsistência. O que achei curioso é que o modo tutorial te mostra que existem curvas a serem feitas sem o drif, mas ao jogar as competições, você usa drift em 100% das curvas.

E para fechar esta parte de jogabilidade, existe a oportunidade de pegar um vácuo em seu adversário para ganhar velocidade. Essa técnica acaba substituindo o turbo.

Filtro CRT para alegrar os saudosistas

Conclusão da Análise de Slipstream

Slipstream é um jogo simples, porém bem executado em diversos pontos, principalmente em sua parte técnica onde sua trilha sonora merece um destaque gigantesco.

O jogo está longe de ser ruim, mas seu escopo é muito limitado com uma mecânica muito básica, poucos carros e pistas que são muito parecidas. Felizmente seu preço de venda varia entre 20 (PC) a 30 (consoles) reais, é um preço super justo para o que é oferecido, isso sem mencionar que é um jogo brasileiro!

Essa análise de Slipstream segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Slipstream é um baita clássico arcade para os dias de hoje

Visual, ambientação e gráficos - 8.5
Jogabilidade - 6.5
Diversão - 6.5
Áudio e trilha-sonora - 9.5

7.8

Bom

Slipstream é um jogo com excelente capacidade técnica que traduz muito bem o que era um jogo arcade de corrida nos anos 90 para os dias de hoje.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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