Análise: Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition é a chance de matar as saudades

O retorno de um grande clássico

A série Chrono é, sem dúvidas, uma das mais aclamadas entre fãs de um bom RPG, principalmente quando falamos sobre os clássicos RPGs dos anos 90. O sucessor do lendário Chrono Trigger foi um divisor de águas, pois de um lado existia os mais saudosistas que queriam uma sequência direta, enquanto do outro lado aceitou de braços abertos os novos personagens do game. Agora, após décadas, estamos podendo realizar essa análise de Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition que é a versão definitiva remasterizada de Chrono Cross. Quer saber se esse remaster vale a pena? Continue lendo.

Essa análise foi feita graças a um código de Playstation 4 cedido pela Square Enix.

Uma aventura que ultrapassa o tempo

Lançado originalmente para o consagrado Playstation 1 no dia 18 de novembro de 1999, Chrono Cross carrega consigo toda a carga e experiência daquela fase da SquareSoft, antigo nome da atual Square Enix, onde os seus RPGs estavam tendo belas animações de cutscenes, gráficos em 3D, gameplay variado em comparação a clássica jogabilidade de turnos e, claro, fugindo um pouco do clássico estilo medieval que a empresa utilizou por tanto tempo. Devido a todas essas questões, Chrono Cross ficou bem diferente de seu antecessor, o lendário Chrono Trigger, e isso fez com vários fãs o odiassem, enquanto outros passassem a idolatrá-lo.

Dessa vez a história é sobre um garoto chamado Serge que após um acontecimento inusitado na praia, ele parou 5 anos no futuro onde todos acham que ele morreu. E a situação ficou ainda mais bizarra quando três homens o atacam por nenhuma razão aparente, mas felizmente ele é auxiliado por uma misteriosa garota chamada Kid. Agora Serge e Kid entram numa aventura que envolvendo viagens pelo tempo. Além de seu plot promissor, o game conta com um sistema de combate de turnos onde você executa mais de um ataque por vez de acordo com o número de ações disponíveis, também podendo combinar com magias, mas isso acaba limitando suas ações se for utilizado de forma impulsiva. Outro mudança radical em comparação ao seu antecessor foi o sistema de “level up” que não era baseado em níveis tradicionais, mas sim no ganho de atributos após combates.

Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition é a experiência definitiva

Não é raro vermos alguns relançamentos de jogos clássicos que apenas expandem a visualização do game para 1080p ou 4k. Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition trouxe o tratamento que a Square Enix tem dado aos seus últimos remasters, onde os modelos dos personagens foram refeitos para que não fiquem tendo pixels em excesso, as ilustrações renovadas e áudio com melhor qualidade.

Essa nova roupagem realmente traz uma sensação de renovação ao jogo, fazendo com que ele não pareça ter saído diretamente do Playstation 1. Apesar disso, está longe de ser algo parecido com os jogos refeitos de Crash Bandicoot. Não é uma crítica ao jogo, pois estou apenas frisando que apesar da melhoria gráfica ainda assim trata-se de um remaster. Diferente do visual dentro do jogo, as cutscenes apenas foram redimensionadas, igual vimos em outros jogos da época que receberam remasterização.

O gameplay recebeu novas funções como a possibilidade deixar o jogo mais acelerado ou lento. Além disso, também foi adicionada a função de auto-save, fazendo com que o jogo salve o seu progresso automaticamente todas as vezes que você sair de uma área especifica.

Radical Dreamers finalmente no ocidente

Poucos devem conhecer, mas o jogo nomeado de Radical Dreamers é uma raridade que se passa entre Chrono Trigger e Chrono Cross. Não sendo propriamente um RPG, Radical Dreamers é uma visual novel onde os acontecimentos são resultados de um dos finais alternativos de Chrono Trigger, onde temos o bardo Serge e Kid narrando uma aventura sobre um trio de aventureiros em busca de roubar a lendária Fronzen Flame a mansão do terrível Lynx.

Servindo de base para Chrono Cross e também sendo um jogo que trabalha de maneira mais profunda a questão de universos alternativos e consequências das linhas do tempo. Principalmente pelo fato dos protagonistas serem versões alternativas da dupla principal de Cross.

Por ser uma visual novel, você estará lendo a história, enquanto ouve uma bela OST desenvolvida por Yasunori Mitsuda e terá que realizar suas ações de acordo com as alternativas que o jogo entrega na tela.

Análise Chrono Cross

Conclusão da análise de Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition

Para concluirmos essa análise de Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition, devo citar que essa versão é realmente a experiência definitiva desse clássico dos RPGs de Playstation 1. Temos visuais renovados, mantendo a essência retrô da época, músicas refeitas com melhor qualidade, funções adicionais que deixam o jogo mais proveitoso e, claro, a inclusão do Radical Dreamers que chegou pela primeira vez de maneira oficial no ocidente.

Se você espera um remake ou algo extremamente renovado… Desista. Pois Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition é uma remasterização que se mantém fiel ao visual original. Para os fãs de carteirinha ou aventureiros de primeira viagem, essa é a melhor forma de se aventurar junto de Serge e Kid.

Análise Chrono Cross

Essa análise de Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition é o resgate de um RPG clássico

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 8
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 10
Conteúdo - 10

8.6

Ótimo

Chrono Cross: The Radical Dreamers Edition é uma boa remasterização levando em conta a proposta dela. Principalmente por entregar mais do que apenas uma versão 4k do mesmo jogo lançado para Playstation 1. Essas adições deixam a experiência mais produtiva juntamente da adição do jogo Radical Dreamers.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.
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