Análise: Lego Star Wars: A Saga Skywalker é variado e divertido

Lego Star Wars: A Saga Skywalker é um dos jogos que nós estávamos mais ansiosos para trazer para vocês já há muito tempo. Quem acompanha o nosso site sabe que nós tivemos a oportunidade de ver o jogo em primeira mão na E3 2019 e, desde então, sabíamos do potencial da mais nova iteração da clássica parceria entre Lego e Star Wars. Conforme esperado, o jogo corresponde às expectativas e traz uma experiência sólida. Para saber todos os detalhes, confira abaixo a nossa análise de Lego Star Wars: A Saga Skywalker.

Veja também: LEGO Star Wars – A Saga Skywalker: Filme completo dublado (todas cutscenes)

Todas as trilogias juntas – Análise – Lego Star Wars: A Saga Skywalker

Lego Star Wars: A Saga Skywalker traz nada menos do que os 9 filmes da franquia Star Wars, desde A Ameaça Fantasma, quando conhecemos o pequeno Anakin Skywalker, até A Ascenção Skywalker, que finalizou a saga há três anos já nas mãos da Disney. Trabalhar com uma franquia tão renomada mundialmente é uma responsabilidade enorme, e eu fico feliz de dizer que a equipe da TT Games conseguiu construir um jogo digno da saga. A empresa teve o cuidado de resumir todos os acontecimentos dos filmes da melhor forma possível, sendo fiel à história de cada episódio e acrescentando a característica pitada de humor dos jogos da Lego. Lego Star Wars: A Saga Skywalker faz questão de tirar sarro da cara dos filmes e de si mesmo a todo momento, sempre com piadas exageradas e situações inusitadas. As referências são inúmeras, e vão agradar tanto aos fãs assíduos que conhecem cada fala dos filmes, a jogadores que não sabem tanto assim sobre a franquia. Há um bom balanço nesse sentido, e o jogo acaba divertindo bastante no geral.

Um jogo megalomaníaco

Cada episódio traz mais ou menos 2h de gameplay considerando apenas as missões principais, o que totaliza cerca de 18h no total. Contudo, Lego Star Wars: A Saga Skywalker traz um potencial absurdo para os jogadores que gostam de explorar jogos ao máximo. O título traz 23 planetas completamente exploráveis, 100 veículos e mais de 300 personagens da série, desde protagonistas a personagens que aparecem por 5 minutos em alguns filmes. Para desbloquear tudo isso, é necessário fazer missões secundárias, buscar itens escondidos e completar puzzles presentes em diversas áreas dos planetas. O título é megalomaníaco nesse sentido, e traz uma quantidade de conteúdo monstruoso, que beira as dezenas de horas de gameplay. Se você é um daqueles jogadores aficionados em jogos como Super Mario Odyssey, que nos fazem olhar cada canto em busca de um item escondido, fique feliz em saber que você poderá fazer isso dentro do universo Lego Star Wars.

Todas as mecânicas de gameplay possíveis

Para complementar essa infinidade de planetas, personagens e veículos, o jogo traz um gameplay extremamente variado, que nos surpreende a cada novo episódio. Há duelos de sabres de luz, tiroteios com blasters, corridas de Pods, batalhas de X Wings e muito mais. Os principais elementos de cada filme foram inseridos no título, e essa alternância evita que o jogo se torne repetitivo, garantindo diversão a cada novo combate. Eu não consigo imaginar o trabalho que os desenvolvedores tiveram para criar as diferentes mecânicas, especialmente levando em conta as dificuldades que a NTT Engine trouxe. Aliás, fica muito claro que o motor gráfico, que foi empurrado goela abaixo pela direção da TT Games, teve impactos de performance no jogo, trazendo não somente bugs e quedas claras de FPS durante todo o gameplay, mas também anomalias no Dynamic Resolution Scaling do jogo. Em planetas mais cheios de vegetação, como Dagobah, a queda na resolução para manter a performance é tão brusca que o jogo fica embaçado, e é possível ver a mudança na resolução de volta claramente assim que chegamos a áreas mais leves. Esse, para mim, é o ponto mais negativo do jogo, e eu pelo menos fiquei aliviado quando soube que a TT Games confirmou que não vai usar mais o motor gráfico no futuro, passando o desenvolvimento dos próximos jogos para a Unreal Engine 5.

As classes e o combate

Lego Star Wars: A Saga Skywalker traz uma variedade de classes de personagens, que vão de Jedis à Droides, que têm habilidades, armas e mecânicas diferentes. As principais delas envolvem o uso de sabres de luz e blasters, e a jogabilidade dessas armas foi bastante modificada em comparação com os jogos Lego Star Wars anteriores. Há agora uma câmera sobre o ombro dos personagens, que traz uma imersão maior durante os tiroteios. A cadência de tiro não é exatamente rápida, mas a sensação de eliminar Storm Troopers com personagens como Han Solo ou a Princesa Leia é muito boa. Além disso, o jogo traz também uma mecânica de cover a la Gears of War, que nos permite esconder os personagens atrás de paredes e blocos. Com relação às lutas com sabres de luz, o jogo traz uma mecânica de combos, que aumenta a quantidade de pontos recebidos durante o gameplay. Dessa forma, o título acaba incentivando que o jogador ataque e defenda de forma cirúrgica para ganhar mais pontos, que desbloqueiam novos personagens e naves. Para colocar a cereja no bolo, o jogo também traz um modo tela dividida, que permite que todos os episódios sejam jogados com um amigo.

Visuais e sons de primeira linha

Falando agora sobre a direção de arte de Lego Star Wars: A Saga Skywalker, temos gráficos competentes e uma trilha sonora absurda. Assim como nos outros títulos da série, todas as trilhas originais dos filmes foram licenciadas para o jogo, o que traz uma imersão incrível em todas as cenas clássicas dos episódios. Há uma orquestra tocando durante praticamente todo o gameplay do jogo, o que torna a trilha sonora quase um personagem à parte. Em paralelo a isso, o jogo traz visuais muito bem feitos, que reproduzem diferentes materiais nas peças de Lego com certo realismo. Todos os cenários são incrivelmente bem elaborados, e mostram de forma fidedigna momentos icônicos de todos os filmes. Um detalhe interessante, é que até a paleta de cores de cada um dos episódios é respeitada, e é possível perceber, por exemplo, as cores mais claras e alaranjadas de A Ameaça Fantasma, e o tom mais azulado de A Ascenção Skywalker. A direção de arte no geral de A Saga Skywalker é muito bem feita, e eu aplaudo o time da TT Games por ter tido tanto carinho em reproduzir os filmes da melhor forma possível.

Conclusão – Análise: Lego Star Wars: A Saga Skywalker

Para resumir essa análise, Lego Star Wars: A Saga Skywalker é um jogo bastante competente, e vai agradar tanto aos fãs quanto aos leigos da franquia. O jogo traz um gameplay sólido com um combate satisfatório, tanto à distância quanto com o sabre de luz, que imerge o jogador em cenas icônicas dos diferentes episódios da franquia. Apesar dos seus pequenos problemas técnicos, o título faz jus ao seu nome, e faz com que a espera e todos os adiamentos tenham valido a pena. Se você gosta de um jogo recheado de conteúdo, personagens, mundos e naves, vá sem medo e entre no mundo de Star Wars mais engraçado que você poderia ver.

Lego Star Wars: A Saga Skywalker foi lançado para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S|X e PC, e conta com legendas e dublagem em português.

Esta análise de Lego Star Wars: A Saga Skywalker segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Lego Star Wars: A Saga Skywalker

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 8
Diversão - 8.5
Áudio e trilha-sonora - 9.5

8.5

Ótimo

Lego Star Wars: A Saga Skywalker faz jus ao seu nome, e traz um gameplay variado e extremamente divertido

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.
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