Análise: The Stanley Parable Ultra Deluxe melhora o que era perfeito

O fim nunca é o fim, o fim nunca é o fim, o fim nunca é o fim....

The Stanley Parable foi originalmente lançado em 2013 e na época fez muito barulho. Quebrando a quarta parede, o jogo, através de um trabalho impecável de narrativa, levantava diversos temas e questionamentos que até o momento não eram comuns. Agora em 2022 The Stanley Parable recebe sua edição Ultra Deluxe com um novo conteúdo que irei falar sobre nesta análise.

E desde agora já posso adiantar, se você é fã do jogo base, sua versão Ultra Deluxe se faz necessária e irá te impressionar. Mas como ponto negativo, também adianto que infelizmente o jogo não conta com legendas em PT-BR.

A análise de The Stanley Parable Ultra Deluxe foi possível graças a um código enviado pela editora. O jogo já está disponível para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC.

Por que eu escaparia desta maravilha?

Um clássico está de volta

Antes de começar falando nesta análise de The Stanley Parable Ultra Deluxe, eu vou falar do jogo base que está presente nesta versão. Afinal, por ser um jogo com quase 10 anos de lançamento, me sinto mais à vontade para deixar a língua um pouco mais solta.

Neste jogo, que é basicamente um walk simulator, você será Stanley um trabalhador que segue cegamente as ordens recebidas em seu computador e fica contente com isso. Porém, durante um dia as ordens não chegam mais e Stanley decide sair de seu cubículo e ver o que está acontecendo. E ao olhar o escritório, Stanley percebe que todos os funcionários sumiram, menos ele.

E é aí que a beleza de The Stanley Parable começa. Absolutamente tudo que é feito é guiado no jogo e sempre uma escolha é dada. Inicialmente a narrativa sugerida pelo narrador te leva ao questionamento de aceitar ordens sem questionar, seu valor na sociedade, a liberdade de uma pessoa e as possibilidades de escolhas.

Porém, ao começar a confrontar a narração proposta, o narrador começa a ganhar vida e suas ações te levam para infinitos finais e lugares inesperados. E ao tentar quebrar o jogo, o narrador introduz a quebra de quarta parede questionando cada ação tomada assim como questiona o que é um jogo e o que é necessário fazer para agradar o jogador.

Em 2013 o jogo era incrível e fico feliz de dizer que agora em 2022 o jogo base ainda se sustenta muito bem. Eu mais de uma vez acreditei que o narrador era um ser vivo no jogo e dei altas risadas mesmo sabendo o que ele falaria e como ficava frustrado quando eu não seguia suas orientações.

O que vem em The Stanley Parable Ultra Deluxe?

E ok. Já falei como era o jogo base e a sua prerrogativa inicial. Mas e a edição Ultra Deluxe? Como essa suposta expansão melhora o jogo e como muda ela?

A mudança mais clara é que pela primeira vez o jogo está jogável nos consoles. Até então, só era possível jogá-lo no PC. E sendo muito positiva essa vinda para fora do mundo do PC, fica a oportunidade perdida de trazer mais legendas, incluindo o nosso idioma. Eu entendo e até concordo em não dublar o jogo, pois o narrador é quem sustenta a experiência. Mas trazer legendas em português iria ajudar a expandir a história para mais pessoas.

Já sobre sua parte técnica, não espere nenhuma grande melhora. O game nunca foi reconhecido por ser lindo, longe disso. É claro que as texturas agora estão atualizadas para suportar uma melhor atualização e as sombras estão mais suavizadas. Mas é apenas isso. A simplicidade visual do game continua muito bem caracterizada aqui.

E entrando no novo conteúdo, logo que inicia The Stanley Parable Ultra Deluxe o jogo te pergunta se já jogou a versão original. Se não, ele te exigirá que ache mais caminhos e finais para abrir o novo conteúdo. E se sim, após jogar um pouco, aparece uma porta com novo conteúdo.

Quem vive de passado é museu

E pois bem, aqui inicio a difícil missão de falar sem dar spoilers. Como do jogo base até essa nova versão se passaram muitos anos, a relação entre os jogadores, tendências do mundo, redes sociais e até a mídia mudou muito. Ou seja, temos aqui um novo mercado que funciona de forma diferente.

E é exatamente aqui onde The Stanley Parable Ultra Deluxe ataca. Temos novos questionamentos sobre a necessidade de análises e até a forma que são feitas. Como as análises tóxicas dos jogadores podem afetar seu desempenho. E dentro dos questionamentos, também é abordado o fato das expansões com pouco conteúdo ou como uma continuação pode valer a pena.

Como exemplo, um de seus muitos questionamentos é sobre a necessidade de introduzir colecionáveis que não trazem nada para o jogador. Apenas um sentimento vazio de recompensa. Simplesmente a cada colecionável que você coleta, ele faz uma piada ou então um pensamento sobre a real necessidade dele e de como o jogador se sente. Esse é apenas um exemplo das muitas novidades que o jogo traz.

É simplesmente fantástico ver como a fórmula foi utilizada para diversas coisas que vemos hoje e como tudo faz sentido.

Jamais me cansarei dessa piada

Conclusão da análise de The Stanley Parable Ultra Deluxe

No meio de tantas experiências disponíveis, The Stanley Parable continua sendo relevante e sua expansão Ultra Deluxe é absolutamente fabulosa. Simplesmente a atualização dos discursos e quebra de parede caem como uma luva e irá arrancar altas risadas e pensamentos profundos do jogador.

De forma bem resumida, se gosta de uma fabulosa narrativa, se gosta de dar altas risadas e se entende inglês, então The Stanley Parable Ultra Deluxe é mais do que necessário para você!

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

The Stanley Parable Ultra é uma obra de arte

Visual, ambientação e gráficos - 10
Jogabilidade - 10
Diversão - 10
Áudio e trilha-sonora - 10

10

Perfeito

The Stanley Parable continua sendo relevante e sua expansão Ultra Deluxe é absolutamente fabulosa. Simplesmente a atualização dos discursos e quebra de parede caem como uma luva e irá arrancar altas risadas e pensamentos profundos do jogador.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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