Análise: Capcom Fighting Collection é um sopro nostálgico

Muita nostalgia e qualidade envolvida

Sabe quando você consegue reviver aquele sentimento antigo, que ficava guardado em suas lembranças? Isso se chama nostalgia e você sabe que a nostalgia é muito boa de reviver. Contudo, a Capcom também sabe muito bem disso e nos trouxe esta bela coletânea de jogos. Por isso, peço que nos acompanhe nesta análise de Capcom Fighting Collection. E, para já sentir o gostinho da nostalgia, veja o trailer de anúncio da coletânea:

Esta análise só foi possível graças a uma cópia digital de Capcom Fighting Collection, gentilmente cedida pela Capcom, para a versão de PC (via Steam).

Sobre Capcom Fighting Collection

Capcom Fighting Collection se trata de uma coletânea de 10 jogos arcade da Capcom. Esta coletânea contém os seguintes jogos:

  • Darkstalkers: The Night Warriors
  • Vampire Savior: The Lord of Vampire
  • Night Warriors: Darkstalkers’ Revenge
  • Vampire Hunter 2: Darkstalkers’ Revenge
  • Vampire Savior 2: The Lord of Vampire
  • Red Earth
  • Cyberbots: Fullmetal Madness
  • Super Gem Fighter Mini Mix
  • Super Puzzle Fighter II Turbo
  • Hyper Street Fighter II

Nesta lista, quero destacar que é a primeira vez que os jogos Vampire Hunter 2: Darkstalkers’ Revenge e Vampire Savior 2: The Lord of Vampire saem do Japão e ganham outras terras. Também vale destacar o primeiro port de Red Earth (Warzard em inglês) para console.

Contudo, esta análise será um pouco diferente do que costumo fazer. Como os jogos apresentados aqui já foram lançados anteriormente, falar que os gráficos são bons, que o som é tal, que as dublagens ficaram bacanas, etc seria uma tremenda enrolação. Ainda manterei os tópicos que costumo deixar, mas citarei mais em um contexto geral do que em específico. Também tomarei a liberdade de dar as devidas atenções, quando preciso.

Por último, a análise apresentada contempla somente o modo offline do jogo. Durante a análise, não encontrei nenhum outro player para jogar online. Porém fiquem tranquilos que lançarei um complemento desta análise, com ênfase no modo online da coletânea.

Contexto Geral

A princípio, todos os jogos apresentados podem ser jogados em dois idiomas: inglês e japonês. Contudo, como os jogos Vampire Hunter 2: Darkstalkers’ Revenge e Vampire Savior 2: The Lord of Vampire nunca saíram das terras nipônicas, esses só podem ser jogados em japonês mesmo. Porém, Capcom Fighting Collection traz toda a sua interface traduzida, o que ajuda (e muito!) a navegar no jogo.

Além disso, a Capcom trouxe uma experiência completa dos arcades, dando a liberdade de configurar o jogo com as opções mais relevantes de um arcade: dificuldade, rounds, se a tela de abertura será exibida, liberação de extras… A customização chega ao ponto de que você pode até mesmo configurar um botão que servirá como ficha/crédito.

Do mesmo modo, cada jogo tem a opção de entrar em modo treino. No modo treino, você vê os comandos (inputs) executados pelo lutador, ajudando-o a treinar no jogo. O modo treino possui várias opções que ajudam a treinar e eu considero isso uma ótima adição!

Além disso, todos os jogos tem a opção de salvamento rápido e carregar salvamento rápido: O famoso Save State. Por exemplo, estou quase finalizando o jogo sem perder um round e precisarei sair para uma emergência, só que não queria perder o meu progresso. Nesse caso, basta salvar rapidamente e depois carregar o jogo.

Por fim, os jogadores tem a liberdade de escolher em qual lado da tela iniciarão a luta. Eu sempre tive dificuldades de jogar no lado esquerdo do fliperama e sempre que podia, jogava à direita, e nesta coletânea o jogador tem esta liberdade também.

Gráficos

Antes de mais nada, quero ressaltar que muitos dos jogos apresentados na coletânea eu já havia jogado previamente, na época dos fliperamas. Joguei muito Darkstalkers e do que eu me lembro, todos os jogos apresentados estão fielmente representados nesta coletânea. É um trabalho extremamente fiel e a Capcom merece os parabéns nesta parte.

Do mesmo modo, para manter uma melhor experiência de visualização, os jogos da coletânea vem, por padrão, configurados em Tela cheia, com as famosas “barras pretas” laterais em seus jogos. Contudo você pode alterar essas “barras pretas”, com até 3 imagens de fundos diferentes, por jogo. Veja aqui o exemplo do Hyper Street Fighter II:

Mas você pode alterar essas configurações para um conforto maior do jogador. Temos aqui as opções de Tela cheia (mostrado acima), Tela cheia (4:3), aonde a tela central fica um pouco menor, Original (que é a resolução usada nos fliperamas mesmo) e a opção Wide, aonde remove essas barras pretas. Particularmente, eu prefiro muito jogar em Wide, mesmo que a tela fique com aquela sensação de estar “esticada”.

Por fim, o jogo possui 8 opções de filtros que você escolhe para deixar a tela do jogo “a sua maneira”, incluindo a possibilidade de não usar nenhum filtro. Particularmente, gostei muito da opção G, que suaviza demais os jogos.

Jogabilidade

Antes de mais nada, já adianto que todos os jogos estão extremamente responsivos aos comandos. Testei a coletânea utilizando um controle arcade, um controle de PS4, um controle de Xbox (todos via cabo) e no teclado e obtive resultados semelhantes em todos os casos. Bem, no teclado eu sofri mais, porém não tiro o mérito da Capcom, pois quando fazia o comando de forma mais cadenciada, todos os golpes saíram normalmente no teclado.

De modo geral, o jogo está super amigável para todos os níveis de jogadores. Os novatos e os veteranos têm acesso a lista de golpes a qualquer momento. Da mesma forma, também poderão configurar botões extras que ajudam na execução dos golpes especiais ou em auxílio geral, como apertar 3 botões de soco ou chute. Porém, esta opção de botões adicionais não está liberada para jogadores de teclado.

E, se mesmo assim você sentir alguma dificuldade, não deixe de visitar o modo de treino de cada jogo. Confiem em mim: isso ajudará demais a sua memória muscular adormecida e se você nunca jogou qualquer um desses jogos, um treino não fará nenhum mal.

Sons e efeitos sonoros

À primeira vista, os efeitos sonoros continuam impecáveis e extremamente fiéis aos arcades. Em nenhum momento eu ouvi um chiado, uma distorção de voz, uma mínima alteração do que a minha memória não me falha… Enfim, a Capcom trouxe 100% dos jogos antigos para a coletânea.

Do mesmo modo, a Capcom conseguiu trazer 150% dos sons para o jogo. Parece estranho falar assim, mas é que temos a opção de jogar com as músicas remixadas. E o jogador pode optar por qual opção de som jogará. Simplesmente sensacional.

Enfim, a Capcom se empenhou bastante na parte sonora do jogo, pois não encontrei uma única falha na parte sonora. Para finalizar, deixo aqui uma dica: joguem durante o dia usando uma soundbar e a noite com fones de ouvido. A sua experiência nos jogos será diferenciada.

Mas, é só isso?

Definitivamente, não! Como forma de homenagear os fãs, a Capcom incluiu um menu recheado de nostalgia e informações extras dos jogos: o menu Museu. Para não estragar a experiência de ninguém, evitarei falar sobre o conteúdo do Museu, mas já posso garantir que está fantástico!

O Museu divide-se em duas categorias: Galeria e Música.

Conforme esperado, o menu Galeria possui diversas imagens relativas aos jogos. Só para manter a nossa amizade, mostrarei algumas das artes que poderão encontrar no jogo:

Do mesmo modo, o menu Música traz as músicas relativas do jogo, separadas em formato de playlist. E pessoal, vocês poderão se perder por várias horas aqui. Portanto, tomem cuidado! Porém, deixo aqui uma leve chateação com este menu: não tem a possibilidade de juntar as suas músicas preferidas de cada jogo em uma única playlist…

Logo, assim que cansarem de jogar, passem um tempo pelo Museu. Posso garantir que vocês não se arrependerão. E se puder recomendar algo, tentem comprar na pré-venda que os extras são bem bacanas e, diferente de jogos que precisam de balanceamento e correções de Day One, nesta coletânea você não encontrará este problema.

Considerações finais

Capcom Fighting Collection é realmente um sopro de nostalgia. Todas as memórias e sentimentos agradáveis que vivi estão agora acessíveis e com um conteúdo extra que é sensacional. As músicas dos jogos estão impecáveis e as versões remixadas estão maravilhosas.

Além desse sentimento nostálgico, jogadores iniciantes podem sentir este mesmo ar. O apoio aos novos jogadores está bem completo no jogo e a alta customização dos jogos atende muito bem a qualquer tipo de jogador. E depois de cansar na jogatina, ainda bem o Museu, para ficar “passeando” por lá.

Capcom Fighting Collection estará disponível de forma digital para PC via Steam, Xbox, Playstation e Nintendo Switch, no dia 24 de Junho de 2022. Contudo, haverá uma versão física do jogo sairá para Playstation, Xbox e Nintendo Switch.

Essa análise de Capcom Fighting Collection segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Capcom Fighting Collection

Visual, ambientação e gráficos - 9
Jogabilidade - 9.5
Diversão - 8.5
Áudio e trilha-sonora - 10
Nostalgia - 10

9.4

Excelente

Todas as memórias e sentimentos agradáveis que vivi estão agora acessíveis e comum conteúdo extra que está sensacional. As músicas dos jogos estão impecáveis e as versões remixadas estão maravilhosas.

User Rating: 4.8 ( 2 votes)

Eder DZR13

Um rapaz descontraído, engraçado, esperto e dinâmico. Esse cara não sou eu, mas eu amo jogar e viver no mundo gamer. Ainda procurando os dias de glórias porque de tanta luta, eu acho que serei a próxima DLC de Street Fighter. Detentor da 5ª Esmeralda do Caos e 3 vezes campeão da liga de Brawlhalla do condomínio. E ontem eu acertei a tela branca do Akuma.
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