Análise: Klonoa Phantasy Reverie Series

Mais um presente nostálgico para os fãs!

Klonoa é, sem sombra de dúvidas, um dos jogos mais nostálgicos de plataforma até hoje. Existe a possibilidade remota de você nunca ter jogado os jogos clássicos (por ele ser um pouco “cult”, um pouco nichado), mas com certeza o nome não é estranho ou você já ouviu muitos falarem seu nome. Quando iniciei minha análise de Klonoa Phantasy Reverie Series, só de escutar a música, fui levado direto ao passado e não podia ver a hora de ver como o jogo iria se sair hoje em dia.

A análise de Klonoa Phantasy Reverie Series foi possível graças a um código cedido pela Bandai a qual agradecemos a parceria e oportunidade.

Um clássico do gênero

Klonoa é lembrado por vários motivos: história rasa mas que tem seus momentos, ótimos gráficos para os momentos de lançamento e sua jogabilidade. Nesta última temos seu trunfo.

A jogabilidade é onde Klonoa dá o seu melhor, e com certeza brilha. Ao longo dos jogos, os jogadores navegam por uma série de níveis 2.5D cheios de obstáculos e inimigos. O uso de dimensões aqui é super importante, pois, embora Klonoa não possa entrar ativamente na terceira dimensão, ele pode interagir com ela. Pense em algo como Yoshi Island do Super Nintendo.

Por exemplo, o truque principal de Klonoa consiste em agarrar inimigos, que podem ser jogados para trás, para frente, para o primeiro plano ou segundo plano. Os inimigos também são usados ​​como trampolins para saltos duplos, fornecendo design de plataforma elaborado e desafiador em alguns momentos. 

Um Remaster fiel… demais?

Klonoa Phantasy Reverie Series coloca uma nova camada de tinta nos jogos principais da série: Klonoa: Door to Phantomile e Klonoa 2: Lunatea’s Veil, lançados para PS1 e PS2, respectivamente.

Os níveis foram repaginados de forma idêntica, com os mesmos quebra-cabeças, colecionáveis ​​e posicionamentos de inimigos de antes. Klonoa 2, por ser mais atual, parece se destacar mais aqui já que seus gráficos estavam mais perto do que vimos hoje e não ousava tanto quanto o 2.5D de Door to Phantomile no PS1.

Porém, como muitos remasters secos que temos hoje em dia, Phantasy Reverie Series peca por não melhorar os problemas que o jogo anterior tinha, nem nos dá liberdade de escolher comandos mais atuais. Sempre defendo que o jogador deve escolher se quer uma experiência idêntica ao ponto de penar com os controles (como andar em cruz em Resident Evil 1) ou ter algo mais ligado e atualizado com movimentos em 360 e comandos mais modernos. Aqui está a grande oportunidade perdida.

Todas as pequenas peculiaridades e problemas dos originais estão de volta. Por exemplo, é difícil acertar um inimigo em meia altura, já que você não consegue disparar com precisão quando está no ar. Isso pode ter sido frustrante para alguns no passado e continuará sendo agora.

Gráficos, qualidade-de-vida e trilha-sonora

Os gráficos de Klonoa Phantasy Reverie Series se parecem muitos com os jogos 3D de plataforma que temos hoje em dia. Como os Remasters/Remakes de Spyro e Crash. Porém, em minha humilde opinião, Door to Phantomile perdeu muito do seu charme e estilo 2.5D desenhado a mão.

Não me entenda errado, não está nada feio, mas se a proposta é fazer algo fiel, porque não tentar aumentar a resolução e trazer o mesmo sentimento que tivemos quando jogamos pela primeira vez?

Ambos os jogos ainda funcionam de maneira incrível, com controles responsivos, quebra-cabeças interessantes (para quem não lembra ou ainda não jogou) e seções de plataforma realmente desafiadoras e que os amantes do gênero tanto amam. 

Apesar de manter a jogabilidade e o design de níveis idênticos, existem algumas melhorias de qualidade de vida bem-vindas que foram adicionadas aos remasters. Durante as cenas, você pode pressionar R1 para avançar ou segurar as opções para ignorá-las completamente – muito útil quando estiver repetindo níveis para pegar itens colecionáveis ​​perdidos. 

Também existem modos de dificuldade para escolher que tornam o jogo um pouco mais fácil e acessível, adicionando vidas infinitas e permitindo que as balas de vento de Klonoa viagem mais longe. Há também um filtro de pixel que foi adicionado através do menu de opções dos jogos. Esse último, apesar de a ideia ser boa, simplesmente não funciona. Acho que você não precisa forçar a baixar uma resolução cheia de pixels, o sentimento de nostalgia não depende só disso.

Quanto à trilha-sonora temos um show à parte. As músicas de Klonoa sempre foram um dos maiores pontos positivos da série e aqui não é diferente. Ela ficará na sua mente por dias e dias!

Conclusão

Se você está esperando jogos completamente refeitos, esta não é a coleção remasterizada para você. Mas se você quiser reviver suas memórias e frustrações de infância com Klonoa, a série Phantasy Reverie irá te prender por suas mais de nove horas de jogo. 

Se você perdeu o hype de Klonoa quando criança, mas gosta de plataformas do início dos anos 2000 e quer ver do que o jogo trata e porque revive-lo faz sentido, não há melhor momento para mergulhar no sonho do que agora.

Essa análise de segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Klonoa Phantasy Reverie Series

Visual, ambientação e gráficos - 8.5
Jogabilidade - 8
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 9

8.6

Ótimo

Se você quiser reviver suas memórias e frustrações de infância com Klonoa, a série Phantasy Reverie irá te prender por suas mais de nove horas de jogo. Para os novos jogadores, essa é a melhor maneira para curtir a franquia atualmente.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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